História natural da mariposa Chlamydastis smodicopa (Meyrick) (Lepidoptera, Elachistidae, Stenomatinae)

O gênero Chlamydastis Meyrick, 1916 (Elachistidae, Stenomatinae) possui 82 espécies descritas da região Neotropical. Chlamydastis smodicopa (Meyrick, 1915) tem local tipo o Estado de Amazonas, Brasil. No cerrado de Brasília, Distrito Federal, as lagartas de C. smodicopa são folívoras externas restri...

Full description

Bibliographic Details
Authors: Morais, Helena Castanheira de, Mahajan, Indra M., Diniz, Ivone Rezende
Format: article
Status:Published version
Publication Date:2005
Country:Brasil
Institution:Universidade de Brasília (UnB)
Repository:Repositório Institucional da UnB
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:repositorio.unb.br:10482/5911
Online Access:http://repositorio.unb.br/handle/10482/5911
https://dx.doi.org/10.1590/S0101-81752005000300016
Access Level:Open access
Keyword:Lepidóptero
Cerrados
Lagarta
Plantas hospedeiras
Description
Summary:O gênero Chlamydastis Meyrick, 1916 (Elachistidae, Stenomatinae) possui 82 espécies descritas da região Neotropical. Chlamydastis smodicopa (Meyrick, 1915) tem local tipo o Estado de Amazonas, Brasil. No cerrado de Brasília, Distrito Federal, as lagartas de C. smodicopa são folívoras externas restritas à planta hospedeira Styrax ferrugineus Nees & Mart. (Styracaceae). De junho de 2000 a junho de 2001, foram vistoriados 243 indivíduos de S. ferrugineus, e encontradas 38 espécies de lagartas de Lepidoptera em 26% das plantas examinadas. C. smodicopa foi a espécie mais comum em S. ferrugineus mas, apesar disso, ocorreu somente em 7% das plantas. As lagartas apresentam no último ínstar cabeça castanho escuro, placa protorácica marron com faixa amarela na sua margem anterior, tegumento cinza com faixas dorsais e subdorsais marron e amarela, e atingem 30 mm de comprimento. Lagartas são solitárias e constróem abrigos ovóides com duas folhas unidas com fios de seda e com as duas extremidades abertas: uma utilizada para alimentação e a outra para deposição de fezes. Um novo abrigo é construído, à medida que as lagartas crescem ou quando as folhas tornam-se senescentes. No último instar a lagarta constrói um casulo no interior do abrigo foliar, onde ocorre o desenvolvimento da pupa que, em condições de laboratório, teve uma média de 18 dias. As lagartas tiveram a maior freqüência de agosto a setembro, no final da estação seca no cerrado.