A representação do espaço urbano na hagiografia medieval franciscana (Compilato Assisiensis e Memoriale in desideiro animae): perspectivas de uma política social mendicante

O objetivo desse trabalho é explorar as múltiplas formas com que os hagiógrafos do franciscanismo conceberam o espaço urbano e quais mecanismos utilizaram para formular tal concepção. Pretendemos também investigar se a noção de espaço urbano estabelecida por eles está ou não concorde com um possível...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Pereira, André Luis
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2007
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-10072007-114453
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-10072007-114453/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Cidade
City
Espaço urbano
Franciscanism
Franciscanismo
Hagiografia
Hagiography
Itália medieval
Mediaeval Italy
Urban Space
Descripción
Sumario:O objetivo desse trabalho é explorar as múltiplas formas com que os hagiógrafos do franciscanismo conceberam o espaço urbano e quais mecanismos utilizaram para formular tal concepção. Pretendemos também investigar se a noção de espaço urbano estabelecida por eles está ou não concorde com um possível discurso mendicante voltado para as práticas citadinas; por fim, queremos avaliar em que medida esses elementos se conjugaram na práxis pastoral dos franciscanos nas cidades onde atuaram. Para tanto, estudaremos duas compilações hagiográficas acerca da vida de s. Francisco de Assis, produzidas no século XIII: Compilatio Assisiensis e Memoriale in desiderio animae. Ambos os textos foram compostos em território peninsular e ambos procuraram acentuar o esforço missionário do santo de Assis para evangelizar, moralizar e \"converter\" as cidades centro-setentrionais da Itália. Partimos do pressuposto de que a hagiografia, de forma geral, constituiu um recurso retoricamente elaborado e utilizado em larga escala pela instituição eclesiástica para transmitir seus ensinamentos e atuar sobre as condutas dos fiéis. Nesse sentido, esperamos encontrar não a cidade real ou o esboço dela, mas a projeção de uma cidade que se queria implementar mediante a transmissão de certos valores tidos como os mais aptos para a transformação do corpo social. O feito de s. Francisco ter trabalhado na evangelização das cidades e de ter fundado uma ordem religiosa de escopo urbano já é indicativo de que a hagiografia franciscana tem algo a contribuir para o amplo estudo da noção de espaço urbano na baixa Idade Média