Abordagem do ritmo circadiano no projeto de iluminação natural em edifícios de escritórios

A relevância da luz natural extrapolou as questões de economia de energia ou iluminâncias requisitadas pelas normas, após o descobrimento da terceira classe de fotorreceptores: as células ganglionares intrinsecamente fotossensíveis (ipRGCs). Essas células são responsáveis pelas respostas não-visuais...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Figueiredo, Erika Ciconelli de
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Recursos:Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Tocantins (IFTO)
Repositorio:Revista Sítio Novo
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.propi.ifto.edu.br:article/1191
Acesso em linha:https://sitionovo.ifto.edu.br/index.php/sitionovo/article/view/1191
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:ALFA. Iluminação natural. Ritmo circadiano.
Descrição
Resumo:A relevância da luz natural extrapolou as questões de economia de energia ou iluminâncias requisitadas pelas normas, após o descobrimento da terceira classe de fotorreceptores: as células ganglionares intrinsecamente fotossensíveis (ipRGCs). Essas células são responsáveis pelas respostas não-visuais, reguladoras do ritmo circadiano, culminando, consequentemente, no desempenho fisiológico e comportamental dos indivíduos. Esta pesquisa se propôs a analisar um exemplar da tipologia recorrente de edifícios de escritórios em São Paulo, sob o ponto de vista do desempenho do ritmo circadiano dos usuários, com o objetivo de traçar diretrizes projetuais que visassem o aproveitamento da iluminação natural e o bem-estar dos seus ocupantes. O método empregou a ferramenta ALFA (Adaptive Lighting for Alertness) na tipologia selecionada, de modo a avaliar seu potencial em relação ao ritmo circadiano dos usuários. Os resultados indicaram a necessidade de avaliação da pertinência dos edifícios peles de vidro para a cidade de São Paulo, cujo parâmetro window-to-wall ratio excede o recomendado por pesquisadores da área, assim como estudos das fachadas a partir da geometria da insolação, como a análise do fator de visão de céu e proteções solares, além da escolha dos vidros seletivos. Para que os usuários dos edifícios de escritório possam se beneficiar da iluminação natural, e a estratégia se torne um recurso viável, é indispensável que os arquitetos projetem as envoltórias e os espaços internos de acordo com o alcance da luz natural, em quantidades que favoreçam o bem-estar, a produtividade e o comprometimento dos seus ocupantes, e evitem a ocorrência de ofuscamento.