| Sumario: | Neste artigo, tem-se por objetivo a busca e a análise de como o escrevente, na composição do gênero do discurso currículo, dialoga com (i) a voz social da instituição/empresa, (ii) a equipe profissional e (iii) o contratante, valendo-se das noções de alteridade, exotopia, excedente de visão e cronotopo do endereçamento, de maneira a desvelar imagens de si e do outro, provocando naquele a sensação de estar vendo imagens desejadas de si. Para tanto, os modelos de currículo que constituem nosso corpus de análise foram selecionados, organizados e recortados, tendo como ponto de vista metodológico o paradigma indiciário e o excedente de visão na instância do olhar do pesquisador para a análise dos dados singulares. Como base teórico-metodológica, tem-se a perspectiva dialógica da linguagem, advinda do Círculo de Bakhtin, considerando-se a correlação entre exotopia, alteridade, excedência de visão, cronotopo(s) e cronotopo do endereçamento (Borges, 2017). Os resultados apontam que o candidato refrata a si e ao outro em seu percurso pela escrita do gênero currículo, desvelando imagens e construindo pontos de encontro que se configuram o cronotopo do endereçamento.
|