Incerteza e restrição financeira nas decisões de investimento das firmas brasileiras

O objetivo do presente trabalho é analisar a presença da restrição financeira nas decisões de investimentos em condições de incerteza de um conjunto de 1223 empresas brasileiras no período de 1986 a 2006. A incerteza é incorporada no modelo de investimento considerando o comportamento das variáveis...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Camargo, Marina Barboza
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2011
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-08092011-143739
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/18/18157/tde-08092011-143739/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Decisões de investimento
Financial constraints
Incerteza
Investment decisions
Mixed model
Modelo misto
Restrição financeira
Uncertainty
Descripción
Sumario:O objetivo do presente trabalho é analisar a presença da restrição financeira nas decisões de investimentos em condições de incerteza de um conjunto de 1223 empresas brasileiras no período de 1986 a 2006. A incerteza é incorporada no modelo de investimento considerando o comportamento das variáveis vendas e fluxo de caixa como um movimento browniano com drift. Além disso, a variável fluxo de caixa é analisada em baixa e alta incerteza, considerando três diferentes medidas para a incerteza: a variação anual do índice Ibovespa, o desvio-padrão de vendas e de fluxo de caixa. Já para considerar o efeito da restrição financeira sobre as decisões de investimento as firmas são agrupadas de acordo com o grau de intensidade de capital, tamanho da firma e grau tecnológico. A estimação dos parâmetros da equação do investimento é realizada considerando-se o modelo misto. O modelo misto, ainda não utilizado em estudos brasileiros na análise do comportamento das decisões de investimento, permite considerar a heterogeneidade nos coeficientes das variáveis independentes, o que evita o viés introduzido pela suposição de homogeneidade. Os resultados obtidos neste estudo mostraram uma maior sensibilidade do investimento ao fluxo de caixa para as firmas mais intensivas em capital, firmas de médio porte e firmas com alto grau tecnológico. Esses resultados se mantêm quando a variável fluxo de caixa é analisada em alta incerteza, ou seja, o investimento das firmas com alta intensidade de capital, médio porte e com alto grau tecnológico é mais sensível ao fluxo de caixa em condições de alta incerteza.