A história da fantasia brasileira (1899-2020): uma trajetória em três fases
Esta tese propõe um estudo historiográfico da literatura de Fantasia brasileira, com um recorte que contempla do final do século XIX ao início da década de 2020. A pesquisa estrutura-se em três fases distintas: a Primeira Fase (1899–1928), marcada pelas primeiras expressões do gênero no Brasil, com...
| Author: | |
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| Format: | doctoral thesis |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2025 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Universidade Presbiteriana Mackenzie (MACKENZIE) |
| Repository: | Repositório Digital do Mackenzie |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:dspace.mackenzie.br:10899/41323 |
| Online Access: | https://dspace.mackenzie.br/handle/10899/41323 |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | historiografia literária literatura brasileira fantasia |
| Summary: | Esta tese propõe um estudo historiográfico da literatura de Fantasia brasileira, com um recorte que contempla do final do século XIX ao início da década de 2020. A pesquisa estrutura-se em três fases distintas: a Primeira Fase (1899–1928), marcada pelas primeiras expressões do gênero no Brasil, com ênfase na temática da identidade nacional e influenciada pelas tendências modernistas; a Segunda Fase (1929–2007), caracterizada pela consolidação de subgêneros, pela influência da Fantasia estrangeira e pela diversificação das autorias; e, por fim, um epílogo dedicado à Terceira Fase (2008–2020), na qual se observa uma ascensão significativa da Fantasia no mercado editorial contemporâneo. Neste trabalho, a Fantasia é compreendida como a ficcionalização de mitos e lendas por meio de narrativas centradas na magia, que constroem mundos possíveis regidos por lógicas próprias. Essa definição orienta a análise crítica do corpus e fundamenta a perspectiva histórica adotada para o gênero no Brasil. A investigação percorre obras-chave de cada período, como A Rainha do Ignoto (1899), de Emília Freitas, marco inaugural do gênero no país; os contos de Fabulário (1907), de Coelho Neto, e Lendas do Sul (1913), de João Simões Lopes Neto, que evidenciam a diversidade da Fantasia em subgêneros; Amazônia Misteriosa (1925), de Gastão Cruls, com sua mescla de Fantasia e Ficção Científica; e Macunaíma (1928), de Mário de Andrade, aqui lido sob o prisma da Fantasia. Na Segunda Fase, destacam-se os contos de Guimarães Rosa inspirados nas pulp fictions (Antes das Primeiras Estórias), o clássico infantojuvenil Reinações de Narizinho (1931), a Alta Fantasia de Aventuras de Xisto (1957), a combinação de Fantasia e Autoajuda em O Alquimista (1988), e a virada editorial representada por A Batalha do Apocalipse (2007), de Eduardo Spohr. O epílogo traça um panorama das publicações de Fantasia entre 2008 e 2020, destacando tendências, subgêneros e os fatores que contribuíram para a consolidação do gênero no Brasil. Ao sistematizar essa trajetória, esta tese busca contribuir para o reconhecimento da Fantasia como uma vertente legítima e dinâmica da literatura brasileira. Este trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Brasil (CAPES) – Código de Financiamento 001 |
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