Um rascunho para a semântica de muito : explorando a semântica de delineação
Este artigo inicia uma análise semântica para muito adverbial. Essa proposta estende a Semântica de Delineação (KLEIN, 1980; BURNETT, 2014; 2015) para o domínio dos eventos. A expressão muito P, em suas várias manifestações (modificando verbos, adjetivos ou nomes), é uma função que denota o conjunto...
| Autores: | , |
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2018 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFRGS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/178543 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/10183/178543 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Semântica Advérbio Língua portuguesa Linguística Delineation semantics Verbal modification Events |
| Sumario: | Este artigo inicia uma análise semântica para muito adverbial. Essa proposta estende a Semântica de Delineação (KLEIN, 1980; BURNETT, 2014; 2015) para o domínio dos eventos. A expressão muito P, em suas várias manifestações (modificando verbos, adjetivos ou nomes), é uma função que denota o conjunto contextualmente dado dos indivíduos ou eventos que estão na extensão positiva do predicado. A análise assume que há eventos na ontologia (PARSONS, 1990). A comparação com advérbios como a lot ‘muito’ (inglês) e beaucoup ‘muito’ (francês) mostra que esses modificadores compartilham leituras (frequência, duração e quantidade de objetos ou suas partições) e restrições. Com estados, esses advérbios produzem leitura de intensidade, porque estados são de-adjetivais e adjetivos ordenam os objetos em extensões positivas, negativas ou vagas. Explicamos as leituras e as restrições assumindo que muito pressupõe ‘mais de um’ (eventos, momentos no tempo, objetos ou porções de objetos), pois opera sobre um conjunto ordenado, dado contextualmente pela classe de comparação. |
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