Susan Sontag duas vezes dissonante: intelectual e feminista

Este estudo propõe investigar como a escritora Susan Sontag se insere no panorama intelectual do final do século XX e nos primeiros anos do século XXI. Susan Sontag (1933-2004) foi escritora, crítica de arte e ativista dos direitos humanos, intervindo com suas opiniões contra a política norte-americ...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Freitas, Naiana Pereira de
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFBA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufba.br:ri/41282
Acceso en línea:https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41282
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES
Susan Sontag
A formação da intelectual
Movimento Feminista
Produção intelectual
Ativismo político
The formation of the intellectual
Feminist Movement
Intellectual production
Political activism
Descripción
Sumario:Este estudo propõe investigar como a escritora Susan Sontag se insere no panorama intelectual do final do século XX e nos primeiros anos do século XXI. Susan Sontag (1933-2004) foi escritora, crítica de arte e ativista dos direitos humanos, intervindo com suas opiniões contra a política norte-americana. Em alguns momentos, a escritora aderiu às ideias defendidas pelo movimento feminista e, em outros afastou-se completamente. Por conta disso, este trabalho visa também refletir sobre a inserção e/ou a condição de intelectual feminista na vida pública dominada por homens. Na presente abordagem, busca-se mapear os caminhos que desenharam o que se entende por feminismo com o propósito de identificar a relação da escritora com o movimento político das mulheres, ao mesmo tempo, que propõe situá-la dentro do panorama das discussões feministas. Com base nos estudos realizados por Simone de Beauvoir (1980), Margareth Rago (2001), Nancy Fraser (2009), Michelle Perrot (2012), bell hooks (2019) e, assim por diante, fundamenta-se a interlocução entre o movimento feminista e o pensamento da escritora em estudo. Discute-se ainda a formação da intelectual, observando como a escritora se insere no cenário que classifica e define a categoria de intelectuais, a partir de considerações realizadas por Edward Said (2005; 2007), bem como, das noções formuladas sobre a função e natureza do intelectual, realizadas por Antonio Gramsci (1982) e Norberto Bobbio (1997). Com base nas teorizações estabelecidas por Virginia Woolf (1938; 2021), Jean-Paul Sartre (1948;2004), Jean Starobinski (1985), Antonio Candido (1988;2011), entre outros, analisa-se como a arte para a escritora nunca esteve separada da política e como os padrões estéticos presentes na produção artística obedecem a um conjunto de normas éticas seguidas por uma pensadora que defendeu o exercício da verdade e, na mesma medida, enalteceu a prática da liberdade. Pode-se afirmar que a produção de Susan Sontag estava ancorada em uma ideia de engajamento. Busca-se assim, examinar as interseções entre o feminismo e o ativismo em prol dos direitos humanos dentro do corpus selecionado.