Motilidade da associação entre uma diatomácea cêntrica e um ciliado peritríquio e suas possíveis consequências ecológicas

A associação simbiótica entre a diatomácea cêntrica Chaetoceros coarctatus e o ciliado peritríquio Vorticella oceanica é amplamente conhecida e registrada em diversos estudos, porém nunca havia sido analisada sob o ponto de vista de suas implicações para o movimento destes organismos. A fim de contr...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Felipe, Yonara Garcia Borges
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-12022019-151208
Acesso em linha:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/21/21134/tde-12022019-151208/
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Chaetoceros
Vorticella
Ciliados
Ciliates
Diatomáceas
Diatoms
Motilidade
Motility
Simbiose
Symbiosis
Descrição
Resumo:A associação simbiótica entre a diatomácea cêntrica Chaetoceros coarctatus e o ciliado peritríquio Vorticella oceanica é amplamente conhecida e registrada em diversos estudos, porém nunca havia sido analisada sob o ponto de vista de suas implicações para o movimento destes organismos. A fim de contribuir com novos dados acerca desta associação simbiótica, o presente trabalho analisou a relevância ecológica da simbiose entre Chaetoceros e Vorticella, por meio de um estudo comportamental do deslocamento destes organismos na coluna de água. As associações foram coletadas em águas costeiras de Ubatuba, São Paulo, onde sua ocorrência foi observada em elevada abundância, particularmente durante o verão. Utilizando técnicas de imagem de alta frequência em um sistema óptico tridimensional foi possível descrever os padrões de deslocamento desta associação e avaliar as implicações ecológicas deste comportamento. De acordo com as análises realizadas neste trabalho, pode-se sugerir que o comportamento de deslocamento realizado pela associação Chaetoceros-Vorticella na coluna de água resulta em vantagens tanto para o epibionte quanto para o hospedeiro. Em termos de submesoescala, este estudo sugere que o deslocamento realizado pela associação Chaetoceros-Vorticella pode contribuir para a formação de camadas finas, levando à formação de hotspots de atividade biogeoquímica e interações tróficas no ecossistema pelágico.