A descoberta dos marsupiais e a “simivulpa”, um esquecido símbolo do Novo Mundo

Objeto de várias controvérsias e especulações, a viagem de Vicente Yáñez Pinzón ao Novo Mundo (1499‑1500) levaria à descoberta do primeiro marsupial jamais visto por um europeu. Descrito como um “animal monstruoso” pelo cronista Pietro Martire d’Anghiera, esse quadrúpede despertou particular atenção...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Teixeira, Dante Martins, Papavero, Nelson
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Arquivos de Zoologia (Online)
Idioma:inglés
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/217008
Acceso en línea:https://www.revistas.usp.br/azmz/article/view/217008
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Marsupial
Opossum
Reproduction
Simivulpa
New World
Andalusian Voyages
Vicente Yáñez Pinzón
Pietro Martire d’Anghiera
Martin Waldseemüller
Angelo Trevigiano
Fracanzano da Montalboddo
Alessandro Zorzi
16th century
17th century
History of Zoology
Animals in Art
Animals in Maps
Descripción
Sumario:Objeto de várias controvérsias e especulações, a viagem de Vicente Yáñez Pinzón ao Novo Mundo (1499‑1500) levaria à descoberta do primeiro marsupial jamais visto por um europeu. Descrito como um “animal monstruoso” pelo cronista Pietro Martire d’Anghiera, esse quadrúpede despertou particular atenção por possuir uma bolsa no ventre onde carregava seus filhotes. Baseado nesse relato, Martin Waldseemüller incluiria uma imagem fantasiosa desse mamífero em sua célebre “Carta Marina” de 1516. Apesar de existirem figuras e notícias mais exatas já na primeira metade do século XVI, Martire d’Anghiera e Waldseemüller definiriam boa parte das narrativas e ilustrações posteriores, sendo reproduzidos ou adaptados em numerosas ocasiões. Sob o nome de “simivulpa” (i.e. “macaco-vulpino”), essa “besta prodigiosa” foi considerada um símbolo do continente americano ao longo de várias décadas, uma relação bem marcada no campo da cartografia. Embora tal visão terminasse por desaparecer no final do século XVII, a relutância dos estudiosos em encarar os marsupiais como um grupo de mamíferos dotado de características próprias – muito distintas daquelas dos placentários – resultaria em numerosas dúvidas e equívocos, alguns dos quais destinados a perdurar pelo menos até o começo do século XX.