SEPSE EM QUEIMADOS ANÁLISE DE INCIDÊNCIA E MORTALIDADE DA SEPSE EM PACIENTES INTERNADOS NA UNIDADE DE TRATAMENTO DE QUEIMADOS DO HOSPITAL REGIONAL DA ASA NORTE

As lesões por queimaduras são frequentes no Brasil, muitas vezes levando à hospitalização. O indivíduo queimado sofre alterações orgânicas, com disfunção imunológica, tornando-o mais suscetível a infecções e à sepse, causa principal de mortalidade nessa população. Assim, o presente trabalho tem como...

Full description

Bibliographic Details
Authors: Macedo de Almeida e Castro, Brenda, Bonfim de Lima e Silva, Renata, D’arc Gonçalves da Silva, Joana
Format: article
Status:Published version
Publication Date:2018
Country:Brasil
Institution:Centro de Ensino de Brasília (UNICEUB)
Repository:Programa de Iniciação Científica - PIC/UniCEUB - Relatórios de Pesquisa
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:oai.uniceub.emnuvens.com.br:article/5871
Online Access:https://www.publicacoesacademicas.uniceub.br/pic/article/view/5871
Access Level:Open access
Keyword:Sepse. Queimados. Queimaduras.
Description
Summary:As lesões por queimaduras são frequentes no Brasil, muitas vezes levando à hospitalização. O indivíduo queimado sofre alterações orgânicas, com disfunção imunológica, tornando-o mais suscetível a infecções e à sepse, causa principal de mortalidade nessa população. Assim, o presente trabalho tem como objetivo verificar os fatores associados à sepse em queimados e à sua mortalidade em um hospital público referência para tratamento dessas lesões no Brasil. Foi realizado à partir da leitura de prontuários referentes aos pacientes internados na Unidade de Tratamento de Queimados do Hospital Regional da Asa Norte em 2017, com tabulação dos dados no Excel e análise no programa RStudio. No período, 14% dos pacientes queimados internados na UTQ do HRAN desenvolveram sepse. Os resultados encontrados apontam a chama direta como principal agente causador de queimadura nos pacientes com e sem sepse e os homens como principais vítimas em ambas as populações. A idade média dos pacientes diagnosticados com sepse foi de 37 anos, maior do que dos sem sepse – 31 anos –, assim como o percentual médio de superfície corporal queimada, de 27% entre os sépticos e de 11% entre os sem sepse. Quanto aos agentes etiológicos, não foi possível chegar a uma conclusão sobre os mais prevalentes, pois, no período, o hospital sofria com escassez de material, mas os identificados foram Pseudomonas aeruginosa, Klebisiella sp. e Acinetobacter baumanii. A partir da análise, foi possível concluir que o protocolo de antibioticoterapia, assim como o atendimento multidisciplinar dos pacientes internados na unidade, possivelmente contribuem para a menor incidência de sepse nos pacientes queimados e para a menor mortalidade dos pacientes que desenvolvem a síndrome, de 7% na UTQ do HRAN, em comparação com outros centros do Brasil