Estudo clínico e soroepidemiológico da Leishmaniose visceral canina em Juiz de Fora, MG

No Brasil, a leishmaniose visceral (LV), também conhecida como calazar, é uma zoonose, de transmissão vetorial, causada pelo protozoário Leishmania chagasi. Esta doença, anteriormente descrita como rural vem passando por um processo de urbanização. Em 2008, foram diagnosticados no município de Juiz...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Castro Júnior, José Geraldo de
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2013
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Repositorio:Repositório Institucional da UFJF
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:hermes.cpd.ufjf.br:ufjf/4569
Acceso en línea:https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/4569
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE
Leishmaniose visceral canina
Diagnóstico sorológico
Imunocromatográfico DPP
ELISA
Brasil
Canine visceral leishmaniasis
Serological diagnosis
Immunocromatographic DPP
Brazil
Descripción
Sumario:No Brasil, a leishmaniose visceral (LV), também conhecida como calazar, é uma zoonose, de transmissão vetorial, causada pelo protozoário Leishmania chagasi. Esta doença, anteriormente descrita como rural vem passando por um processo de urbanização. Em 2008, foram diagnosticados no município de Juiz de Fora, os primeiros casos considerados autóctones de leishmaniose visceral canina (LVC) e estudos sobre epidemias urbanas da LV têm indicado que a LVC vem precedendo a infecção humana, visto que os cães são os principais reservatórios domésticos. Assim, o presente estudo teve como objetivo pesquisar a infecção de LVC no município de Juiz de Fora, bem como avaliar os fatores de risco associados à doença. O trabalho foi realizado com animais do canil municipal e ONGs e a partir do soro destes foram realizadas três técnicas sorológicas: o imunocromatográfico “TR DPP® e ELISA (“EIE-Leishmaniose visceral canina®), ambos fornecidos pela FIOCRUZ/Bio-Manguinhos e ELISA in house. A amostra totalizou 781 animais e a prevalência da LVC variou de acordo com a técnica empregada: o teste DPP apresentou soropositividade de 4,87% (IC 95% de 3,5-6,7%); o ELISA Bio-Manguinhos de 2,18% (IC 95% de 1,3-3,5%) e ELISA in house de 13,73% (IC 10,8-17,3%). Em relação à variabilidade observada entre as técnicas, vale a pena destacar que as mesmas apresentam antígenos diferentes e isto pode refletir nos resultados. A amostra foi composta, em sua maioria por fêmeas adultas, sem raça definida, porte médio e pelo curto. Na análise univariada, utilizando-se o ELISA Bio-Manguinhos como confirmatório para a LVC, foi observada associação estatística (p< 0,05; IC 95%) com sintomatologia clínica segundo Quinnell et al. 2003, origem dos animais (canil municipal) e grupo racial; além disto, houve sugestão de associação com sexo masculino e porte médio/grande dos animais. Na análise multivariada, o fato de ser procedente do canil e sintomatologia clínica mantiveram associadas ao desfecho, sendo também sugestiva o sexo masculino. Este foi o primeiro inquérito da LVC no município de Juiz de Fora e a presença da doença relatada neste trabalho, reforça a idéia de que a leishmaniose está em processo de expansão e urbanização no Brasil, apontando a necessidade de vigilância epidemiológica ativa.