| Sumario: | Introdução: 1 a cada 10 octogenários possui diagnóstico de fibrilação atrial (FA). Dada a alta prevalência dessa arritmia em idosos e aumento dessa população no mundo, somado ao risco elevado de acidente vascular encefálico (AVE) para pacientes com essa patologia, é de grande importância o estudo de procedimentos que melhorem a qualidade de vida desse grupo. Nesse contexto, a ablação por cateter de FA é um procedimento mais tolerado do que o uso contínuo de drogas antiarrítmicas (DAA). Objetivo: identificar os resultados de ablação por cateter de fibrilação atrial em pacientes octogenários. Métodos: O trabalho foi realizado a partir da pesquisa dos descritores “Ablação por cateter”, “Fibrilação atrial”, “Octogenários” e “Resultados” nas seguintes bases de dados PubMed (15 artigos), Scielo (0), Biblioteca Virtual em Saúde (12 artigos), DOAJ (1 artigo), Google Acadêmico (100 primeiros artigos) e Scopus (2 artigos). Sendo que foram selecionados 14 artigos. Resultados: o risco de desenvolvimento de FA e outras comorbidades aumenta conforme a idade, elevando a probabilidade de AVE e consequentemente propensão de complicações perioperatórias. Porém, devido ao fato de octogenários com FA serem refratários ao tratamento com drogas antiarrítmicas, que seria de primeira escolha, a ablação por cateter é indicada, principalmente por manter o ritmo sinusal, diminuindo a recorrência da arritmia e seus sintomas. Nessa revisão foram encontrados poucos estudos sobre resultados e segurança da ablação por cateter em pacientes octogenários, apenas estudos com amostras pequenas, contudo, demonstraram resultados parecidos entre o grupo com indivíduos > 80 anos e o grupo controle (<80 anos) sobre a segurança do procedimento e recorrência da FA. Conclusão: Apesar de mais estudos com amostras maiores serem necessários para melhor avaliação de variáveis sobre a ablação de FA em octogenários, o procedimento é necessário, seguro e vantajoso, principalmente no cenário atual que conta com uma população cada vez mais idosa.
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