Dinâmica da desigualdade salarial no Brasil e o papel de determinantes para além da qualificação dos trabalhadores

O objetivo deste artigo é avaliar a evolução dos componentes da desigualdade salarial no Brasil, especificamente a evolução do retorno das habilidades não observadas, no período 2003-2013. Utilizamos uma metodologia similar a proposta por Cortes e Hidalgo-Pérez (2015), com base em uma hipótese de in...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Procópio, Igor Vieira, Freguglia, Ricardo da Silva, Corseuil, Carlos Henrique Leite, Guedes, Fillipe
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)
Repositorio:Repositório Institucional da IPEA (RCIpea)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ipea.gov.br:11058/11080
Acceso en línea:http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/11080
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Igualdade de Remuneração
Qualificações Ocupacionais
Desigualdade salarial
Habilidades não observadas
Retorno das habilidades
Descripción
Sumario:O objetivo deste artigo é avaliar a evolução dos componentes da desigualdade salarial no Brasil, especificamente a evolução do retorno das habilidades não observadas, no período 2003-2013. Utilizamos uma metodologia similar a proposta por Cortes e Hidalgo-Pérez (2015), com base em uma hipótese de invariância da dispersão das habilidades não observadas para um conjunto de trabalhadores que permanece ocupado entre dois anos consecutivos. Incorporamos duas extensões a essa metodologia. Primeiro, permitimos que a evolução da desigualdade salarial fosse afetada por características não observáveis das firmas. Segundo, consideramos distintos conjuntos de trabalhadores para os quais se aplicariam a hipótese de invariância da dispersão das habilidades não observadas entre dois anos consecutivos. Nossos resultados obtidos a partir de dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) identificada mostram que a primeira extensão afeta bastante os resultados, que, por sua vez, são robustos às alternativas consideradas para a segunda extensão da metodologia. Os resultados de nossa especificação preferida apontam para um crescimento do retorno (preço) das habilidades não observadas muito mais intenso do que ocorre sem considerar a influência das características não observáveis das firmas nos salários dos trabalhadores.