Relação entre a expressão proteica de MT1-MMP, MMP-2 e TIMP-2 e a progressão do carcinoma papilífero de tireoide
O câncer de tireoide é a neoplasia endócrina mais prevalente e sua incidência aumentou nas últimas três décadas em todo o mundo. Sabe-se que o crescimento e a proliferação de células cancerígenas são amplamente influenciados por sua interação mecânica com o microambiente. Assim, as metaloproteinases...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2020 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-09042021-104341 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17143/tde-09042021-104341/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Carcinoma papilífero de tireoide Clinical factors Extracellular matrix Fatores clínicos Immunohistochemistry Imunoistoquímica Lymph node metastasis Matriz extracelular Metalloproteinases Metaloproteinases Metástase linfonodal Papillary thyroid carcinoma |
| Sumario: | O câncer de tireoide é a neoplasia endócrina mais prevalente e sua incidência aumentou nas últimas três décadas em todo o mundo. Sabe-se que o crescimento e a proliferação de células cancerígenas são amplamente influenciados por sua interação mecânica com o microambiente. Assim, as metaloproteinases da matriz (MMPs) interferem fisicamente na matriz extracelular (MEC) circundante para permitir a migração celular e o desenvolvimento do tumor, sendo que o complexo ternário MT1-MMP/ MMP-2/ TIMP-2 tem demonstrado ter grande participação nesse mecanismo. Este estudo teve como objetivo investigar a expressão imunoistoquímica da MT1-MMP, MMP-2 e TIMP-2 no carcinoma papilífero da tireoide (CPT) e correlacionar os achados com os parâmetros clínico-patológicos e com a progressão tumoral. Os pacientes com CPT foram divididos em: CPT sem metástase (CPTS), CPT com metástase (CPTM) e metástase linfonodal cervical (ML). Também foi realizada análise morfométrica dos colágenos tipo I e III em tumores primários de CPT. O CPT apresentou um aumento da expressão de MT1-MMP, MMP-2 e TIMP-2 quando comparadas com o tecido normal. A protease MT1-MMP mostrou-se positiva em 82,6% dos casos de CPTM e em 60% no CPTS, sendo que na ML houve um aumento da expressão moderada e intensa (34,7%). A expressão de MT1-MMP foi correlacionada com o estadio da doença (p= 0,02) e idade (p= 0,01). A MMP-2 mostrou-se positiva em 60% dos casos de CPTM e em 80% no CPTS, com predomínio de marcação leve, porém na ML houve um aumento da marcação moderada e intensa (48%). Todos os casos apresentaram marcação positiva para o TIMP-2 e a marcação predominante foi a intensa nos grupos CPTM e ML, e moderada no grupo CPTS (80%). O colágeno tipo I diminuiu no CPTS e CPTM. A expressão concomitante de MT1-MMP, MMP-2 e TIMP-2 foi vista em 48% dos pacientes com CPTM, 52% no grupo ML e em 40% no grupo CPTS. Embora nem todos os pacientes que evoluíram para a metástase possuíam expressão concomitante dessas proteínas em células malignas, a MT1-MMP foi correlacionada com o alto estadio (III e IV) e idade acima de 45 anos no CPT. Houve uma diminuição do colágeno tipo I no CPT quando comparados com tecido tireoidiano saudável, que é característico do remodelamento da MEC nos estágios iniciais da doença. |
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