Cosplay como performance: fazeres, encontros e atravessamentos
Nas duas últimas décadas, o cosplay se tornou popular em diversos países e contextos urbanos. Apesar de globalmente presente, sua prática é localmente incorporada e significada. As histórias sobre o cosplay e suas performances atravessam fronteiras e se conectam a outras performances e histórias. Ap...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/252481 |
| Acceso en línea: | https://hdl.handle.net/11449/252481 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Antropologia Estudos da performance Cosplay Vida Anthropology Performance studies Life |
| Sumario: | Nas duas últimas décadas, o cosplay se tornou popular em diversos países e contextos urbanos. Apesar de globalmente presente, sua prática é localmente incorporada e significada. As histórias sobre o cosplay e suas performances atravessam fronteiras e se conectam a outras performances e histórias. Apesar dessa dinâmica de deslocamentos, suas práticas e inteligibilidade são sempre in situ, dependem das estruturas do ambiente imediato e seus questionamentos. Ao longo da trajetória de pesquisa sobre cosplay, o processo de fazer e a relação entre performance e audiência tornaram-se cada vez mais relevantes, assim como os encontros, os atravessantes (aqueles que atravessam) e seus atravessamentos. Isso trouxe questões que consideram as vivências da pesquisadora, dos colaboradores, os contextos históricos e seus arquivos, assim como as mudanças e permanências nos modos de representações de mundos que estão constantemente sendo negociadas, confrontadas, reafirmadas e, às vezes, subvertidas. Entre as pessoas que colaboraram compartilhando suas experiências com a prática de cosplay, alguns possuem dezenas de cosplay de personagens feitos, outros poucos. Alguns fazem atualmente, outros fizeram a muitos anos atrás. Todos tinham uma relação afetiva com a história de seus cosplays, por afeto à história do personagem, pelas relações estabelecidas com outras pessoas através do envolver-se com, mas também pela experiência de saber-fazer, da percepção do processo gradual de aprender com a prática, com o fazer, algo que não se restringe apenas a manufatura do traje e acessórios. Todos levantaram questões e experiências diferentes sobre a prática e em seus diversos contextos de apresentação, como em concursos livres e desfiles, em sessões fotográficas, eventos e encontros. Muitos observaram que o cosplay trouxe contribuições para suas vidas pessoais, fornecendo espaços em que eles podiam encontrar pessoas, fazer amigos e ampliar seu círculo pessoal. Muitos desenvolveram e aprenderam novas habilidades através do fazer e refazer cosplay, seja em relação ao lidar com os materiais nos processos de manufatura (utilização de materiais, técnicas), sobre como limpar e guardar os cosplays, mas também nas relações interpessoais, nas estratégias e relações com o ambiente, infraestrutura dos espaços, iluminação e fotografia. Entre referências de personagens, cosplays e cosplayers, surgiram memórias e histórias particulares, mas que se ligam à vida e ao que é compartilhado socialmente. |
|---|