Dieta, aspectos metabólicos e parasitológicos de Oreochromis niloticus cultivados e silvestres, no reservatório de Ilha Solteira, rio Grande, SP
Oreochomis niloticus é uma espécie de peixe não-nativa invasora no Brasil, e atualmente, a mais produzida e consumida no país. Contudo, os efeitos/influências ambientais deste sistema de cultivo ainda não estão satisfatoriamente elucidados. Além disso, os escapes são problemas recorrentes nas estaçõ...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2019 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/181648 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/11449/181648 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Tilápia do Nilo Composição alimentar Variáveis metabólicas Parasitas Piscicultura em tanques-rede Nile Tilapia Food composition Metabolic variables Parasites Cage fish farm |
| Sumario: | Oreochomis niloticus é uma espécie de peixe não-nativa invasora no Brasil, e atualmente, a mais produzida e consumida no país. Contudo, os efeitos/influências ambientais deste sistema de cultivo ainda não estão satisfatoriamente elucidados. Além disso, os escapes são problemas recorrentes nas estações de criação. Assim, o objetivo deste trabalho foi caracterizar a composição da dieta, fatores metabólicos musculares e aspectos parasitológicos de O. niloticus silvestres e cultivados, além de avaliar a sobreposição de nicho trófico desta espécie com a ictiofauna silvestres que habita o entorno dos tanques-rede em uma piscicultura no reservatório de Ilha Solteira, rio Grande, SP. Realizou-se duas coletas de O. niloticus e de outras 17 espécies silvestres, uma no mês de janeiro e outra em julho de 2017. Os espécimes foram eutanasiados, medidos (cm) e pesados (g). Em campo, realizou-se raspagem da pele de O. niloticus com lâminas histológicas para avaliar a presença de ectoparasitas. Todos os peixes foram necropsiados para retirada dos estômagos, fixados e analisados posteriormente. Apenas dos exemplares de O. niloticus foram retiradas amostras de tecido muscular para análises metabólicas e os demais órgãos para avaliação de endoparasitas. A carcaça foi filetada e o tecido muscular foi analisado em mesa de luz para inspeção macroscópica de parasitas encistados. Para todas as análises estatísticas foram consideradas a variação espaço/temporal [espaço (local) = exemplares oriundos dos tanques de cultivo e ambiente natural; temporal (estação) = seca e chuvosa]. A composição alimentar apresentou diferenças significativas quanto ao local e período de coleta. Oreochromis niloticus apresentou dieta ampla, variada e com alta dissimilaridade considerando o local, sendo a ração, o item com maior contribuição para tais diferenças. Sobreposições tróficas altas entre O. niloticus silvestres e outras espécies de peixes, inclusive nativas, foram observadas, demonstrando possível competição por recursos alimentares. Diferenças também foram encontradas para algumas variáveis metabólicas, porém, a maioria das concentrações foram semelhantes entre exemplares silvestres e cultivados, demonstrando a influência da piscicultura sob a estrutura trófica da ictiofauna, em especial, para espécies oportunistas e generalistas. Além disso, os peixes analisados apresentaram 11 táxons de parasitas, sendo que Enterogyrus spp., fases larvais de digenéticos e hirudíneos da família Glossiphoniidae ocorreram exclusivamente em espécimes de O. niloticus silvestres. Houve diferença estatística quanto à composição da comunidade parasitária, sendo a comunidade de O. niloticus silvestres mais diversa. Observou-se a associação epibiótica entre Dolops carvalhoi e Epistylis sp., sendo este o primeiro relato de epibiose entre essas espécies, as quais foram encontradas parasitando O. niloticus cultivados e silvestres no presente estudo. Oreochromis niloticus silvestres tendem a permanecer próximas aos tanques de cultivo, aproveitando-se de restos de ração, facilitando trocas e transmissões de parasitas. Ainda, a semelhança de concentração de substratos metabólicos dos filés dos espécimes avaliados evidencia a grande perda de ração para o ambiente, que em excesso, pode causar problemas ambientais, bem como favorecer a reprodução de algumas espécies de parasitas. Assim, o estudo dispõe de informações acerca da ecologia trófica de várias espécies, dados sobre metabolismo muscular da espécie mais cultivada e consumida no país, relação hospedeiro-parasita-ambiente, dispersão de agentes etiológicos e epidemiologia na aquicultura, que podem contribuir para um melhor ordenamento da atividade aquícola nacional. |
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