Alianças estratégicas promovidas pelos hospitais privados independentes como alternativa para aumentar a competitividade dessas instituições no mercado de saúde brasileiro

Este estudo foi desenvolvido no contexto atual do setor brasileiro de saúde suplementar, impactado pelos movimentos de consolidação do mercado que resultaram na formação de grandes redes verticalizadas compostas por hospitais, grupos de medicina diagnóstica e operadoras de planos de saúde, entre out...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Nascimento, Thiago Fernandes Tojal do
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Fundação Getulio Vargas (FGV)
Repositorio:Repositório Institucional do FGV (FGV Repositório Digital)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.fgv.br:10438/35254
Acceso en línea:https://hdl.handle.net/10438/35254
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Hospitais privados independentes
Parceria estratégica
Aliança estratégica
Aliança estratégica em hospitais
Aliança hospitalar
Coalizão hospitalar
Cooperação em saúde
Gestão de custos “interorganizacionais”
Independent private hospitals
Strategic alliance
Strategic Hospital Alliance (SHA)
Healthcare alliance
Hospital alliance
Healthcare coalition
Healthcare collaboratives
Group Purchasing Organization (GPO)
Administração de empresas
Saúde suplementar
Serviços de saúde
Hospitais - Administração
Planejamento estratégico
Descripción
Sumario:Este estudo foi desenvolvido no contexto atual do setor brasileiro de saúde suplementar, impactado pelos movimentos de consolidação do mercado que resultaram na formação de grandes redes verticalizadas compostas por hospitais, grupos de medicina diagnóstica e operadoras de planos de saúde, entre outros atores da cadeia. Os hospitais privados independentes inseridos nesse mercado enfrentam, portanto, concorrência cada vez maior frente às grandes redes, demandando estratégias competitivas diferenciadas. Além disso, o cenário econômico do país impõe uma série de desafios às organizações do segmento em relação aos elevados custos em saúde, que aliados aos altos índices de sinistralidade do mercado, exigem dos atores operarem com mais eficiência e colocam em xeque sua capacidade de garantir margens em níveis sustentáveis para se manterem competitivos no futuro. Nesse sentido, a pesquisa buscou introduzir o tema das alianças estratégicas promovidas pelos hospitais privados independentes como modelo alternativo para aumentar a competitividade dessas instituições no mercado de saúde brasileiro, com o objetivo de analisar como essa pauta está inserida na estratégia dos hospitais investigados, identificando objetivos, estruturas e modelos de colaboração em parcerias existentes, bem como benefícios, oportunidades, desafios e riscos desse modelo. O estudo foi conduzido por meio de entrevistas semiestruturadas com dirigentes de hospitais independentes, selecionados por meio de uma amostra não-probabilística ou intencional (Berg, 2016), utilizando-se a metodologia da análise de conteúdo de Bardin (2016) para obtenção de inferências sobre os dados coletados e interpretados a partir de hipóteses formuladas. O principal resultado da pesquisa demonstra que o estabelecimento de alianças hospitalares estratégicas se configura como modelo alternativo para a maior parte dos CEOs entrevistados, que acreditam em sua contribuição para o aumento da competitividade das instituições independentes. Do ponto de vista do negócio, colocam a redução de custos e o complemento de competências entre os principais benefícios desse tipo de parceria, que só acontece se houver alinhamento cultural e alto nível de confiança entre os membros, cujos interesses sejam convergentes, em alianças formadas por instituições com certa proximidade geográfica e modelos de governança bem estabelecidos para facilitar a tomada de decisões. Tais pré-requisitos estão entre os maiores desafios e riscos apontados na pesquisa. Na opinião dos entrevistados, no entanto, falta maturidade dos demais players para que o modelo de alianças estratégicas possa ser alavancado e contribua, de fato, para o aumento da competitividade e futura sobrevivência dos hospitais independentes, tendo em vista que uma parcela dos concorrentes ainda se sustenta no modelo atual e, portanto, não percebeu a necessidade de mudanças imediatas. Embora seja mencionado que a maior dificuldade em formar alianças esteja nas demais instituições independentes do mercado, boa parte dos CEOs entrevistados tem pouca ou nenhuma experiência com a implantação do modelo, o que pode ser observado pela escassez de exemplos ou menções a alianças muito recentes. Desta forma, os resultados apontam para um cenário ainda pouco explorado, sendo fundamental analisar em novas pesquisas as alternativas encontradas pelos hospitais independentes para manutenção da competitividade no mercado de saúde, bem como indicadores que mensurem de forma mais precisa os benefícios gerados pelas atuais e futuras alianças hospitalares estratégicas, aliados aos resultados econômico-financeiros das instituições em questão.