Intoxicações espontâneas e experimentais por Ipomoea asarifolia e Hybanthus calcealaria em ruminantes.

Esta tese inclui três artigos relacionados a plantas tóxicas em ruminantes. No primeiro capítulo descrevem-se surtos de intoxicação espontânea por Ipomoea asarifolia em bovinos e ovinos no estado do Rio Grande do Norte ocorridos entre agosto de 2012 e fevereiro de 2013 na microrregião do Seridó Orie...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: CARVALHO, Fabrício Kleber de Lucena.
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2014
País:Brasil
Institución:Universidade Católica de Brasília (UCB)
Repositorio:Repositório Institucional da UCB
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:localhost:riufcg/25364
Acceso en línea:http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/25364
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Ruminantes
Intoxicações espontâneas - ruminantes
Intoxicações experimentais - ruminantes
Ipomoea asarifolia e Hybanthus calcealaria
Plantas tóxicas
Rio Grande do Norte - intoxicação por plantas tóxicas - ruminantes
Ruminants
Spontaneous poisoning - ruminants
Experimental intoxications - ruminants
Ipomoea asarifolia and Hybanthus calcealaria
Toxic plants
Rio Grande do Norte - poisoning by toxic plants - ruminants
Medicina Veterinária
Descripción
Sumario:Esta tese inclui três artigos relacionados a plantas tóxicas em ruminantes. No primeiro capítulo descrevem-se surtos de intoxicação espontânea por Ipomoea asarifolia em bovinos e ovinos no estado do Rio Grande do Norte ocorridos entre agosto de 2012 e fevereiro de 2013 na microrregião do Seridó Oriental. Foram relatados 18 surtos de intoxicação em bovinos e em seis das propriedades também foram observados ovinos intoxicados. As intoxicações ocorreram em animais de todas as faixas etárias, incluindo bezerros e cordeiros lactentes com menos de dois meses de idade, que não tinham acesso à planta. No segundo capítulo devido ás observações de intoxicações em bezerros e cordeiros lactentes, optou-se por fazer um trabalho com ovelhas no estágio final de gestação para comprovar que a toxina da I. asarifolia tem a capacidade de passar pelo leite. Para isso foram realizados dois experimentos, um com ovelhas consumindo a planta a campo, enquanto os cordeiros permaneciam confinados e o outro com as ovelhas presas em baias individuais, onde a planta era oferecida misturada na ração. Antes do parto todas ingeriam 5% da planta na ração e logo após o parto, 4 ovelhas começaram a ingerir 10% e outras 4 ovelhas 20% da planta na ração. Neste trabalho comprovou-se que cordeiros lactentes se intoxicam através da ingestão do leite de ovelhas que ingeriram I. asarifolia, pois tanto no experimento onde ovelhas consumiram a planta no campo e nas baias pode-se observar cordeiros intoxicados. No terceiro capítulo relatam-se vários surtos de intoxicação por Hybanthus calceolaria (papaconha) em bovinos na região sul do Piauí e um surto no Estado de Pernambuco, além da reprodução experimental da doença. Os principais sinais clínicos eram caracterizados principalmente por ataxia, dificuldade em levantar e tremores musculares, principalmente durante o exercício. Em repouso ou em decúbito os animais apresentaram mioquimia, principalmente nos músculos dos membros e do músculo masseter. Na reprodução experimental, um bovino ingeriu duas doses diárias de 40g/kg da parte aérea da planta, incluindo frutos, enquanto outro bovino ingeriu oito doses diárias de 20g/kg, sem frutos. O animal que ingeriu 40g/kg apresentou sintomatologia da intoxicação, o que está de acordo com as informações relatadas pelos agricultores, de que a planta é tóxica somente na fase de frutificação.