Condições ambientais do estuário do rio Merepe (Pernambuco/BR): biomassa fitoplânctonica e parâmetros hidrológicos
Enquadrados no cenário de intenso crescimento econômico e demográfico das zonas costeiras, os estuários frequentemente são submetidos à graves impactos ambientais. O estuário do rio Merepe, localizado no nordeste brasileiro, é um bom exemplo deste processo. Sua hidrogeomorfologia sofreu alteração de...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2019 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFPE |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufpe.br:123456789/34037 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/34037 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Oceanografia Clorofila a Fitoplâncton Estuário tropical Eutrofização |
| Sumario: | Enquadrados no cenário de intenso crescimento econômico e demográfico das zonas costeiras, os estuários frequentemente são submetidos à graves impactos ambientais. O estuário do rio Merepe, localizado no nordeste brasileiro, é um bom exemplo deste processo. Sua hidrogeomorfologia sofreu alteração desde a construção do Porto de Suape (1980) e atualmente corresponde ao destino final de efluentes domésticos e industriais não tratados da zona urbanizada próxima. No presente trabalho, além dos parâmetros hidrológicos, a biomassa fitoplanctônica foi utilizada como peça chave para avaliar estado de qualidade ambiental do rio Merepe. As amostras foram coletadas em 2017 e caracterizadas sazonalmente, entre a estação chuvosa (junho, julho e agosto) e estiagem (outubro, novembro e dezembro); espacialmente, através de três estações de amostragem (foz, estuário-médio e interno) e, em função do regime de maré, durante o período de enchente e vazante. A sazonalidade foi fator predominante para a variação da biomassa algal do estuário, que é considerado raso (0–3.3 m) e baixa transparência (0.2–1.1 m). O estuário é predominante limnético, mas é possível detectar a variação da intrusão marinha, com salinidade entre concentrações não detectáveis 0.45 e 30.5 psu. A temperatura, típica de ambientes tropicais, exibiu mínimo e máximo de 24 e 31ºC. O material particulado em suspensão apresentou baixos valores durante todo o período amostrado, com gradiente de variação entre 0.2 e 10.8 mg.L⁻¹. Os níveis de oxigênio dissolvido estiveram entre 0.76 e 9.19 mL.L⁻¹. Os nutrientes inorgânicos, com valores acima do esperado para o pequeno porte do estuário, oscilaram entre mínimos e máximos de 0.01 e 2,03 μM.L⁻¹ para a amônia, 0.01 e 8.15 μM.L⁻¹ para o nitrito, 0.01 e 43.3 μM.L⁻¹ para o nitrato, 0.45 e 5.9 μM.L⁻¹ para o fosfato e entre 27.4 e 196.4 μM.L⁻¹ para o silicato. Por fim, as concentrações de clorofila a total estiveram entre 0.185 μg.L⁻¹ e 29.9 μg.L⁻¹, para a clorofila a fracionada os valores estiveram entre 0.01 e 16.5 μg.L⁻¹, maiores concentrações ocorreram durante o período seco. A temperatura teve grande importância para a variação da biomassa no presente estudo, aspecto que o distingue da maioria de outros estuários localizados na mesma região, com efeito preponderante para a clorofila a fracionada (63). Baixos valores anuais constantes de oxigênio dissolvido e material particulado em suspensão sugerem a baixa qualidade de renovação das águas do estuário. O estuário do rio Merepe é raso, predominantemente limnético, possui baixa capacidade de transporte, elevadas concentrações de nutrientes inorgânicos, bruscas variações de oxigênio dissolvido e clorofila, indicando processo de eutrofização. |
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