Um pouco de tempo em estado puro - Hiroshi Sugimoto e a poética da duração

Mesmo sendo este um trabalho que conjuga relações entre a arte fotográfica de Hiroshi Sugimoto e a arte literária de Marcel Proust, fotografia e literatura não se confundem na intenção de justificar a obra de Sugimoto como uma ilustração da obra proustiana. O elo comum entre elas é a representação d...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Wagner, Patricia Fogel
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2011
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-14032013-105207
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27159/tde-14032013-105207/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Duração
Hiroshi Sugimoto
Marcel Proust
Memória
Tempo
Descripción
Sumario:Mesmo sendo este um trabalho que conjuga relações entre a arte fotográfica de Hiroshi Sugimoto e a arte literária de Marcel Proust, fotografia e literatura não se confundem na intenção de justificar a obra de Sugimoto como uma ilustração da obra proustiana. O elo comum entre elas é a representação do tempo, mas não o tempo espacializado, alvo de uma racionalização histórica provocada pela ciência e pela metafísica, mas um tempo que se perpetua no fluxo contínuo da sua duração. Analisaremos alguns dos trabalhos do fotógrafo que lidam de maneira mais próxima com as ideias de tempo, duração e memória: Dioramas, Theaters e Seascapes. Nosso objetivo é investigar como a obra subverte assuntos tão indissociáveis a esse meio ótico mecânico - como a relação da imagem com o real e do corte fotográfico - colocando em evidência discussões em pauta na experiência pós-moderna acerca de um horizonte temporal irremediavelmente comprimido.