Ambiguidade e Ambivalência na Ars Politica de Maquiavel: Fundações e Refundações das ordens civis para combater a corrupção e para preservar a liberdade
Após estudos exegéticos ao longo do corpus de Maquiavel em temas específicos, e.g., formas de regime, a díade Virtù-Fortuna, noções de antropologia filosófica, religião, história, a utilização da imitação; corrupção e liberdade, constatam-se os diferentes matizes e os variados usos da ambiguidade e...
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2022 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.bdtd.uerj.br:1/18659 |
| Acceso en línea: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/18659 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Machiavelli Politics Ambiguity Ambivalence Política Ambiguidade Ambivalência Maquiavel CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA |
| Sumario: | Após estudos exegéticos ao longo do corpus de Maquiavel em temas específicos, e.g., formas de regime, a díade Virtù-Fortuna, noções de antropologia filosófica, religião, história, a utilização da imitação; corrupção e liberdade, constatam-se os diferentes matizes e os variados usos da ambiguidade e da ambivalência como um meio de superação das desordens políticas por análises críticas dos acontecimentos nas coisas humanas. Maquiavel sustenta a imprescindibilidade de um trabalho intelectual árduo para o reconhecimento das ações presentes e um conhecimento das práticas pretéritas para uma correta adequação às circunstâncias pela imitação da Virtù. A superação das calamidades observadas em Florença é possível pela constante refundação das ordens civis para preservar a liberdade e para conter as ações inexoráveis da corrupção. Uma investigação minuciosa das coisas humanas e da história não resulta em respostas definitivas (perfecta), mas pode resgatar o sabor dos acontecimentos e inspirar o amor à pátria. Nesse contexto, as investigações intelectuais e as práticas civis estão repletas de ambiguidades e de ambivalências, visto que: as legislaturas e magistraturas estão em constantes transformações; os humanos estão incessantemente insatisfeitos, mas possuem a possibilidade de obtenção de glória; os regimes políticos devem se adequar à população e às circunstâncias históricas; ritos e discursos religiosos devem ser interpretados de acordo com as necessidades civis; os tumultos civis aperfeiçoam as ordenações públicas e a liberdade, enquanto a divisão em facções acelera a degradação de ambas. Consequentemente, na dinâmica inerente ao político, as análises e as ações são sempre imperfeitas, nunca acabadas. As reinserções da Virtù não eliminam inconstâncias, mas sustentam-se nas instabilidades, incertezas e indeterminações (ambiguidade), ao mesmo tempo em que consideram a coexistência de ações, aparentemente, antagônicas, paradoxais e antitéticas (ambivalência). |
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