O impacto do uso linguístico oral em L2 no reconhecimento de palavras por bilíngues tardios do português e do inglês

O objetivo desta pesquisa foi investigar a hipótese de modulação do uso de L2 sobre o reconhecimento por falantes bilíngues do português brasileiro e do inglês de palavras escritas em inglês após sua apresentação oral. Os pares de palavras alvo se distinguem pelas consoantes nasais /m/ e /n/ em fina...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Souza, Ricardo Augusto de, Rodrigues, Jamila Viegas
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Lavras (UFLA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFLA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufla.br:1/47982
Acceso en línea:https://repositorio.ufla.br/handle/1/47982
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Bilinguismo
Léxico Mental
Lexema
Psicolinguística
Bilingualism
Mental Lexicon
Lexeme
Psycholinguistics
Descripción
Sumario:O objetivo desta pesquisa foi investigar a hipótese de modulação do uso de L2 sobre o reconhecimento por falantes bilíngues do português brasileiro e do inglês de palavras escritas em inglês após sua apresentação oral. Os pares de palavras alvo se distinguem pelas consoantes nasais /m/ e /n/ em final de sílaba (ex.: them /ðem/ ‘eles, elas’; then /ðen/ ‘então’) porque o contraste fonotático na organização silábica do inglês e do português acarreta impactos sobre o valor fônico atribuído por leitores a grafemas compartilhados pelas convenções ortográficas dessas línguas e que ocorrem em posições grafotáticas análogas na ortografia de sílabas das duas línguas. A investigação ocorreu a partir do rastreamento ocular em experimentos baseados no Paradigma Mundo-Visual (TANENHAUS et al., 1995; TANENHAUS; SPIVEY-KNOWLTON, 1996). O construto “uso linguístico oral” foi operacionalizado através de auto-declaração dos participantes em resposta a itens adaptados do questionário utilizado por Valadares (2017). Os participantes foram 28 brasileiros e nove falantes nativos de língua inglesa. A análise mostrou que maior uso linguístico oral em L2 afeta a capacidade discriminatória dos falantes não nativos. Nossos resultados indicam que o uso é um fator tão relevante na constituição de representações sonoras do léxico em L2 quanto se hipotetiza, a partir da Teoria de Exemplares (BYBEE, 2001, 2010; JOHNSON, 1997, 2005; PIERREHUMBERT, 2001, 2003), que o é na constituição de representações análogas em L1.