O Conselho Universitário da USP: construção e embates na reforma universitária (1968-1969)
Esta dissertação estudou a reforma empreendida pela Universidade de São Paulo nos anos 1968 e 1969, no contexto da ditadura militar, mapeando os projetos em disputa dentro do Conselho Universitário da USP, órgão encarregado de fazer a reforma e adaptá-la às diretrizes definidas pelo governo federal....
| Autor: | |
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| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-14042023-135131 |
| Acesso em linha: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48135/tde-14042023-135131/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Ditadura militar e a USP História da educação brasileira História da USP History of brazilian education Military dictatorship and USP Reforma da USP USP History USP reform |
| Resumo: | Esta dissertação estudou a reforma empreendida pela Universidade de São Paulo nos anos 1968 e 1969, no contexto da ditadura militar, mapeando os projetos em disputa dentro do Conselho Universitário da USP, órgão encarregado de fazer a reforma e adaptá-la às diretrizes definidas pelo governo federal. Para compreender esse processo foram utilizadas como fontes principais as atas das sessões, complementadas com entrevistas, documentos oficiais, do governo ou da universidade, leis e decretos. O trabalho foi focado nas sessões ordinárias e extraordinárias, cotejando a leitura com eventos externos ao Conselho. Foi possível identificar as forças políticas e as dinâmicas internas ao Conselho, grosso modo, dividido entre representantes das faculdades tradicionais e representantes das faculdades científicas. Além dessas divisões existentes, puderam ser identificados grupos mais progressistas e conservadores, defensores da autonomia universitária e um grupo mais próximo ao regime. De tais embates sobressai uma estrutura arquitetada pelo regime para executar a reforma controlada, articulando governo federal e estadual, órgãos como o Conselho Estadual de Educação, além de um vasto arcabouço legislativo e da colaboração direta dos membros do Conselho. Registrou-se o protagonismo de conselheiros raramente mencionados em estudos sobre o tema, e cujos nomes, falas e votos foram trazidos à luz neste trabalho. Este estudo pretendeu contribuir para a ampliação do conhecimento sobre os debates e os acontecimentos que marcaram a reforma universitária na USP e sua relação com o regime militar, mediante a consideração das nuances no comportamento dos agentes, que, especialmente em situações extremas, não se explicam mediante a aplicação de categorias binárias, tais como situação-oposição ou adesão-resistência. |
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