Corpo Universo: uma poética das constelações compositivas como estudo e reflexão do corpo na atuação teatral

A pesquisa Corpo universo: uma poética das constelações compositivas como estudo e reflexão do corpo na atuação teatral objetiva compreender o que se passa no meu/eu corpo do durante o momento da atuação. Para tanto, lanço-me como artista-pesquisador, compreendendo a atuação como um fenômeno vivido...

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Detalles Bibliográficos
Autor: PARAGUASSU, Renan Delmontt Souza
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Pará (UFPA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFPA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufpa.br:2011/11565
Acceso en línea:http://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/11565
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::ARTES::TEATRO
Teatro-Dramaturgia
Fenomenologia e arte
Atores
Corpo
POÉTICAS E PROCESSOS DE ATUAÇÃO EM ARTES
ARTES
Descripción
Sumario:A pesquisa Corpo universo: uma poética das constelações compositivas como estudo e reflexão do corpo na atuação teatral objetiva compreender o que se passa no meu/eu corpo do durante o momento da atuação. Para tanto, lanço-me como artista-pesquisador, compreendendo a atuação como um fenômeno vivido pelo ator durante o seus trabalhos criativos, ocorridos dentro ou fora de cena. A busca por esta compreensão me levou a mergulhar nas memórias e experiências artísticas vivenciadas por mim enquanto ator, além de me levar a observar, em termos de sensação equivalente, o que se passa com as pessoas com quem trabalho e outros atuantes a quem tenho assistido. A esteira investigativa se faz fundamentada, teórico-metodologicamente, na Fenomenologia, ciência que investiga a experiência da consciência desde seu nível básico, o sensível, até o mais elaborado, a consciência de si. Acolho, como principais autores deste campo de conhecimento, o alemão Georg Hegel (1770-1831) e o francês Gaston Bachelard (1884-1972), devido a seu interesse pela tomada de consciência frente ao fenômeno da criação e atuação cênica imerso no campo poético artístico, o francês Merleau-Ponty (1908-1961) para refletir sobre o espaço presente do meu/eu corpo e sua significação cênica a partir da relação com os outros corpos atores/espectadores, o filósofo e sociólogo francês Henri-Pierre Jeudy (1945-) para a discussão do corpo como objeto ou suporte artístico. Nos processos criativos, a professora brasileira Sonia Rangel (1948-) me ajuda a compreender o processo como fonte de (re) criação e fomentador de diversas dobras na criação, tendo a memória como propulsora de revisitações. No estudo sobre o trabalho a arte do ator, o ator, pedagogo e diretor russo Constantin Stanislavski (1968-1936), o ator russo Richard Boleslavski (1989-1967) e o diretor e ator Eugenio Kusnet (1898-1975) contribuem para a discussão onde técnica e sensibilidade, consciente e inconsciente andam junto durante a atuação, o diretor italiano Eugenio Barba (1995) para os processos e princípios que regem a influência da cultura e do cotidiano no qual o ator está inserido, o diretor polonês Jerzy Grotowski (1933-1999) e o ator brasileiro Carlos Simioni (1958-) para o entendimento da importância do treinamento como preparação contínua do corpo e como alicerce da criação. Como premissa fenomenológica dominante, privilegiei uma metodologia aportada no fenômeno da pesquisa, que possibilita a construção e reflexão da obra poética a partir das múltiplas vivências internas, dando relevância ao material provido pela experiência da consciência frente às práticas e trajetórias nos espetáculos, articulando com o treinamento psicofísico contínuo.