Avaliação sorológica da cisticercose suína pelo ELISA utilizando os antígenos: total e de escólex de Cysticercus cellulosae e líquido vesicular de Cysticercus longicollis
A cisticercose suína é uma doença causada pela larva de Taenia solium, Linneaus, 1758, denominada Cysticercus cellulosae (cisticerco). A doença está amplamente distribuída pelo mundo, sendo mais freqüente nos países onde o consumo de carne suína é elevado e as condições sanitárias são deficientes, c...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2003 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-16032004-124904 |
| Acceso en línea: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/74/74131/tde-16032004-124904/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | antígenos antigens cisticercose suína ELISA swine cysticercosis taenia crassiceps taenia solium |
| Sumario: | A cisticercose suína é uma doença causada pela larva de Taenia solium, Linneaus, 1758, denominada Cysticercus cellulosae (cisticerco). A doença está amplamente distribuída pelo mundo, sendo mais freqüente nos países onde o consumo de carne suína é elevado e as condições sanitárias são deficientes, como em grande parte dos países em desenvolvimento. A cisticercose causa prejuízo em criações de suínos, pois, a carne infectada torna-se imprópria para o consumo humano. Para o diagnóstico da cisticercose suína são realizados o exame da língua in vivo e o exame post-mortem (necropsia). O exame da língua é pouco sensível apesar da elevada especificidade, uma vez que a localização do parasita pode não ser disseminada. A análise post-mortem é baseada em sítios de predileção dos cisticercos. Por isso, são analisados em rotina de inspeção sanitária, o coração, a língua, o diafragma e músculos mastigadores (masseteres e pterigóide). No entanto, infecções brandas, com reduzido número de cisticercos instalados nos tecidos, podem não ser diagnosticadas na necrópsia, evidenciando uma sensibilidade baixa. Recentemente, tem sido sugerida a implementação de testes imunológicos, dentre eles o ELISA (Enzyme Linked Immunossorbent Assay), que tem por princípio a pesquisa de anticorpos no soro. Assim, o presente trabalho objetiva a avaliação de antígenos no método de ELISA para o imunodiagnóstico da cisticercose suína. Dessa forma, 7 suínos, desmamados, provenientes de criação tecnificada foram infectados com 200.000 ovos de T. solium. Foram coletadas amostras sangüíneas antes da infecção e a cada 7 dias até o 140º dia pós-infecção e os soros obtidos foram congelados a 20ºC negativos. Os soros foram avaliados através do ELISA utilizando antígeno total (T-Tso) e de escólex (Es-Tso) de C. cellulosae e de líquido vesicular de C. longicollis (LV-Tcra). O exame da língua in vivo apresentou sensibilidade baixa pois, não foi detectada a presença de cisticercos nos 7 animais durante o período da infecção. Mediante o exame post-mortem, constatou-se a cisticercose em todos os animais. Por outro lado, a quantidade de cisticercos por animal foi baixa tendo em vista a alta dose de ovos inoculados. Foram detectados ao todo 238 cisticercos, sendo todos viáveis. Quanto à distribuição, foi observado que a musculatura do membro anterior e do membro posterior apresentaram as maiores quantidades de parasitas com 24,38% (58) e 28,57% (68) respectivamente. Apenas 18,67% (43) dos cisticercos foram encontrados em tecidos indicados para inspeção da carne. Quanto ao ELISA, obteve-se a padronização do teste para os 3 antígenos, que detectou aumento significativo de anticorpos à partir do 21º dia p.i., para os 7 suínos. O maior índice de reatividade foi encontrado para o antígeno LV-Tcra. O teste com antígenos Es-Tso e LV-Tcra apresentaram os melhores resultados, detectando níveis de anticorpos acima do cut-off nos soros dos animais. Na análise dos soros dos animais suspeitos através do ELISA com Es-Tso, 64,3% (9) das amostras apresentaram absorbâncias acima do cut-off, sendo os animais considerados prováveis portadores de cisticercose. Ficou demonstrada a boa sensibilidade do ELISA com os 3 antígenos, sobretudo quando utilizados o Es-Tso, detectando a doença em animais com infecção leve. Ademais, o ELISA com o antígeno Es-Tso apresenta-se como uma importante ferramenta na pesquisa epidemiológica da cisticercose. |
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