Linhas cruzadas: a dimensão sociopolí­tica da escuta empática na clí­nica psicanalí­tica

Partindo de algumas especificidades observadas no contexto da pandemia da Covid-19, pretendemos contribuir para o debate e as produções contemporâneas acerca das modalidades de escuta clínica que levam em consideração a maneira como as experiências subjetivas são pautadas por realidades e contextos...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Nascimento, Mariana de Toledo
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-04042025-153055
Acesso em linha:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47133/tde-04042025-153055/
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Empathy
Empatia
Escuta psicanalítica
Neutralidade
Neutrality
Psychoanalytic listening
Sándor Ferenczi
Trauma
Descrição
Resumo:Partindo de algumas especificidades observadas no contexto da pandemia da Covid-19, pretendemos contribuir para o debate e as produções contemporâneas acerca das modalidades de escuta clínica que levam em consideração a maneira como as experiências subjetivas são pautadas por realidades e contextos de caráter social e político, e como determinados tipos de sofrimento e trauma oriundos de fenômenos sociais podem ser abordados na clínica psicanalítica individual. Iniciaremos com um panorama geral das contribuições de Ferenczi para o trabalho do analista e para o entendimento do trauma social e político, a partir de sua teoria do trauma. Delimitaremos alguns desenvolvimentos importantes das noções de escuta e empatia na história da psicanálise, percorrendo as conceituações específicas de Ferenczi especialmente sua proposta de uma metapsicologia do trabalho psíquico do analista. Introduziremos elementos históricos da dimensão sociopolítica da psicanálise desde sua origem e delinearemos as problemáticas que se apresentam na clínica contemporânea, identificando como os traumas sociais e políticos podem comparecer na queixa e na demanda dos analisandos. Também apontaremos os desafios para a escuta psicanalítica dos traumas sociais e como o psicanalista é afetado nesse contexto. Por fim, a partir do conceito de empatia empregado por Ferenczi, acrescido das contribuições de outros autores, demonstraremos as potencialidades da escuta empática como um dispositivo clínico valioso para a escuta dos traumas sociais e para a sua elaboração em análise.