A sátira nas crônicas limabarretianas
O presente trabalho tem como objetivo analisar a sátira nas crônicas de Lima Barreto publicadas nos volumes em Feiras e mafuás, Vida urbana e Marginália, reunidos na coleção Obras de Lima Barreto, organizada por Francisco de Assis Barbosa e publicada pela editora Brasiliense no ano de 1956. No âmbit...
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2022 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/235697 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/11449/235697 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Lima Barreto Pré-modernismo Crônica Sátira Premodernismo Crónica |
| Sumario: | O presente trabalho tem como objetivo analisar a sátira nas crônicas de Lima Barreto publicadas nos volumes em Feiras e mafuás, Vida urbana e Marginália, reunidos na coleção Obras de Lima Barreto, organizada por Francisco de Assis Barbosa e publicada pela editora Brasiliense no ano de 1956. No âmbito desta reflexão, sustenta-se a hipótese de que, por meio da sátira, o escritor está além de um simples papel de engajamento social na literatura brasileira, pois é possível reconhecer mobilizações formais em sua prática literária que revelam um Lima Barreto também dedicado à linguagem. Portanto, é nesse sentido que a escolha das crônicas como objeto de estudo se mostra necessária, devido à articulação favorável que há entre a sátira e o cotidiano, tão bem relacionados na sua escrita. Nesse percurso investigativo, o trabalho é movido por questões como: a visão redutora de um Lima Barreto apenas engajado, conforme proposto por parte da crítica, é totalmente coerente? Caso não seja, quais são as evidências que comprovam o contrário? Na busca por respostas, a pesquisa se desenvolve com base na seguinte metodologia: considerando o contexto literário vivido por Lima Barreto, contemporâneo de principais cronistas como João do Rio, Coelho Neto, Olavo Bilac, Juó Bananére, dentro de uma busca em relacionar o escritor com esses outros; as opiniões de Lima Barreto sobre assuntos de sua época (a República, o Rio de Janeiro, o futebol, o feminismo, os preconceitos, o jornalismo, e a vida acadêmica); a realização satírica propriamente dita, analisando a redução, a caricatura e a ironia na produção cronística. É com base em teóricos e críticos como Hodgart, Frye, Propp, Bergson, Candido, Bosi, Prado, Sevcenko e outros que o presente trabalho é realizado, dentro de uma expectativa de conclusões que reconheçam a capacidade de Lima Barreto em lidar com a linguagem literária por meio da sátira |
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