A questão do tempo livre em Theodor W. Adorno

Este trabalho tem como objetivo explicitar e comentar as críticas de Theodor W. Adorno à lógica de dominação do capitalismo focando em um de seus aspectos principais, isto é, a reificação das atividades de lazer e tempo livre que, neste contexto, se apresentam como meras paródias da liberdade, perío...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Rocha, André Campos
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-25102019-185736
Acesso em linha:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-25102019-185736/
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Critical theory
Culture industry
Free time
Indústria cultural
Reificação
Reification
Tempo livre
Teoria crítica
Theodor W. Adorno
Descrição
Resumo:Este trabalho tem como objetivo explicitar e comentar as críticas de Theodor W. Adorno à lógica de dominação do capitalismo focando em um de seus aspectos principais, isto é, a reificação das atividades de lazer e tempo livre que, neste contexto, se apresentam como meras paródias da liberdade, períodos de tempo dedicados a restaurar as forças laborais dos sujeitos de modo a reintroduzi-los no processo de trabalho orientado pela dinâmica do capital. Trata-se de uma leitura exegética de seus escritos, conduzida segundo um duplo propósito: tomar a sociologia de Adorno e sua peculiar perspectiva materialista como ponto de referência teórico para uma crítica da visão liberal-consumista do tempo livre; em segundo lugar, analisar a questão do tempo livre em diferentes momentos da obra do autor e, a partir de uma discussão interna da mesma, procurar demonstrar uma sutil porém importante inflexão quanto às possibilidades abertas no mundo administrado. Para tanto, elabora-se a problemática da reificação a partir das discussões de Adorno com Marx e Lukács, salientando as implicações teóricas do conceito de fetichismo da mercadoria. No contexto de sua emigração aos Estados Unidos, destaca-se seu debate com Paul Lazarsfeld acerca dos pressupostos epistemológicos dos métodos de investigação empírica, bem como sua crítica à indústria cultural como instância de integração do tempo livre ao sistema na sociedade de massas dominada pela lógica da razão instrumental. Condensando e sintetizando estas questões, faz-se uma leitura atenta da conferência-ensaio tardia Freizeit, proferida pouco antes da morte do autor, explicitando a constelação de conceitos nela contidos que, em conjunto, retratam parte dos problemas teóricos que ocuparam a vida de Adorno no período do pós-guerra.