A competição hegemônica sino-americana no Brasil: análise à luz dos investimentos estrangeiros diretos entre 2012-2023
Como a disputa hegemônica entre os Estados Unidos da América (EUA) e a China influenciou o Investimento Externo Direto (IED) desses países no Brasil, entre 2012 e 2023, em termos de padrões e setores prioritários? Esta pesquisa busca trabalhar esta questão por meio da análise dos dados quantitativos...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2025 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal da Bahia (UFBA) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFBA |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufba.br:ri/42862 |
| Acesso em linha: | https://repositorio.ufba.br/handle/ri/42862 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::CIENCIA POLITICA::POLITICA INTERNACIONAL::RELACOES INTERNACIONAIS, BILATERAIS E MULTILATERAIS CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::ECONOMIA::ECONOMIA INTERNACIONAL::INVESTIMENTOS INTERNACIONAIS E AJUDA EXTERNA Competição hegemônica Investimento estrangeiro direto China Estados Unidos Brasil Relações internacionais Relações econômicas internacionais Investimentos estrangeiros - Brasil Investimentos chineses - Brasil Investimentos americanos - Brasil Brasil - Relações exteriores - China China - Relações exteriores - Brasil Brasil - Relações exteriores - Estados Unidos Estados Unidos - Relações exteriores - Brasil Hegemonic competition Foreign direct investment United States Brazil |
| Resumo: | Como a disputa hegemônica entre os Estados Unidos da América (EUA) e a China influenciou o Investimento Externo Direto (IED) desses países no Brasil, entre 2012 e 2023, em termos de padrões e setores prioritários? Esta pesquisa busca trabalhar esta questão por meio da análise dos dados quantitativos referentes aos IED de ambos os países juntamente com uma revisão bibliográfica. Anteriormente à análise quantitativa dos dados realiza-se uma discussão teórica sobre os conceitos de hegemonia e imperialismo nas Relações Internacionais, trabalhando as perspectivas tradicionais e incorporam-se contribuições chinesas. A partir das análises realizadas neste primeiro capítulo caracteriza-se o atual momento do sistema internacional como uma competição hegemônica. O segundo capítulo aborda os mecanismos da hegemonia americana, trata da ascensão chinesa e do consequente declínio relativo estadunidense, caracterizando o cenário que levou à rivalidade vivida atualmente. O terceiro capítulo realiza a análise dos dados de IED de ambos os países e os avalia em conjunto com documentos estratégicos publicados por ambos os países, como as Estratégias de Segurança Nacional dos EUA e o policy paper da China sobre a América Latina e o Caribe. Formularam-se duas hipóteses baseadas num conhecimento preliminar da temática. A primeira hipótese era a de que o acirramento da disputa sino-estadunidense teria levado a uma mudança nos padrões de investimentos destes países no Brasil. Já a segunda hipótese sugeria que a estratégia chinesa seria mais ativa do que a americana, concentrando-se nos setores de infraestrutura e recursos naturais, enquanto que a estratégia americana se resumiria a tentar conter o avanço chinês, priorizando mecanismos de mercado. Frente aos achados, a primeira hipótese foi parcialmente confirmada e a segunda foi refutada. Os dados coletados indicam que ambas as potências têm diversificado gradualmente seus investimentos no Brasil, especificamente destinando recursos a setores de interesse estratégico mútuo. No entanto, na ausência de testes mais aprofundados, não é possível atribuir causalidade à intensificação da rivalidade para tal efeito. Verificou-se também que a China é o 7º maior investidor no Brasil, com uma alta concentração nos setores de energia e recursos naturais, com uma baixa participação em infraestrutura. Os EUA aparecem como os maiores investidores, com essa magnitude e maior diversificação de setores evidenciando o dinamismo da estratégia estadunidense, que não se resume a apenas uma contenção à China. Por fim, realizam-se as considerações finais e apontam-se as limitações da pesquisa. Argumenta-se que a importância do IED de ambas as potências exige uma postura pragmática frente à competição hegemônica, devendo-se buscar a maximização das oportunidades oferecidas. Vislumbra-se a possibilidade de novos desdobramentos da pesquisa, como a expansão da análise para outros países e respectivos estudos comparativos, além da análise dos efeitos dos IEDs no desenvolvimento local. |
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