AGRONEGÓCIO: A MODERNIZAÇÃO CONSERVADORA QUE GERA EXCLUSÃO PELA PRODUTIVIDADE

O agronegócio é apresentado como o modelo das atividades econômicas de sucesso. A ele se creditam os constantes superávits fiscais da balança comercial dos últimos meses. Ele, porém, se insere num grande processo de modernização conservadora. Por trás do avanço tecnológico e de produção se esconde a...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Canuto, Antônio
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2012
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Revista NERA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.revista.fct.unesp.br:article/1466
Acceso en línea:https://revista.fct.unesp.br/index.php/nera/article/view/1466
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Agronegócio
modernização conservadora
hegemonia ideológica
concentração de terra e renda
desemprego no campo.
Descripción
Sumario:O agronegócio é apresentado como o modelo das atividades econômicas de sucesso. A ele se creditam os constantes superávits fiscais da balança comercial dos últimos meses. Ele, porém, se insere num grande processo de modernização conservadora. Por trás do avanço tecnológico e de produção se esconde a mesma estrutura fundiária e as mesmas relações de trabalho aqui estabelecidas desde a época colonial. O agronegócio se propõe buscar e garantir a hegemonia ideológica deslocando a atenção do caráter concentrador e predador do latifúndio para colocar no seu lugar a intensa produtividade da “moderna agricultura”. Porém, ao contrário do que se apregoa, o agronegócio promove maior concentração de terra e de renda, gera desemprego, emprega mão-de-obra escrava, alimenta a grilagem de terras, é responsável pelo aumento desenfreado do desmatamento da Amazônia e do Cerrado, traz efeitos perversos sobre a saúde humana e deixa atrás de si um rastro de conflitos e violência. No horizonte se desenha um cenário de crise, que se concretizada, a conta será paga por toda a sociedade brasileira.