Perspectivas para a tradução de literatura chicana

A cultura do povo chicano se constrói a partir do encontro entre o universo hispânico do México e o universo anglo-saxônico dos Estados Unidos, e, em seu interior, seus integrantes desenvolvem um modo próprio de falar, de se expressar, expressar seu mundo e sua cosmovisão, uma linguagem híbrida, múl...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Barros, Cristiano Silva de
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal do Ceará (UFC)
Repositorio:Repositório Institucional da Universidade Federal do Ceará (UFC)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufc.br:riufc/63949
Acesso em linha:http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/63949
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Literatura chicana
Tradução de literatura chicana
Luis Valdez
Pensamiento Serpentino
Traducción de literatura chicana
Descrição
Resumo:A cultura do povo chicano se constrói a partir do encontro entre o universo hispânico do México e o universo anglo-saxônico dos Estados Unidos, e, em seu interior, seus integrantes desenvolvem um modo próprio de falar, de se expressar, expressar seu mundo e sua cosmovisão, uma linguagem híbrida, múltipla, conhecida de maneira geral como spanglish (D’AMORE, 2010). Além de funcionar como um instrumento de comunicação, a linguagem dos chicanos também é usada como ferramenta de afirmação cultural, identitária e de resistência pelos membros de sua comunidade, incluindo os autores da literatura produzida por essa etnia. Tal literatura se caracteriza, entre outros aspectos, por diversas estratégias utilizadas por seus produtores para materializar em sua obra a voz chicana, plural e polifônica, e o tradutor que se proponha a enfrentar o desafio de traduzir textos desse sistema literário tem, basicamente, dois grandes caminhos para seguir: enveredar-se pelas mesmas trilhas percorridas pelo texto fonte e seu autor, ou não. Neste trabalho, cada um desses caminhos é discutido, comentado (com base em BOJANINI, 2008; D’AMORE, 2010; PONZ, 2010; CARRA, 2011, 2013; ARBOLEDA TORO, 2017; AHMED, 2018), e exemplificado com exercícios tradutórios da obra Pensamiento Serpentino (1973, 1990), do dramaturgo chicano Luis Valdez.