Influência da parição segregada sobre a dinâmica de infecção de Mycoplasma hyopneumoniae e a ocorrência de lesões pulmonares ao abate

As leitoas consistem em um grupo de risco na transmissão vertical de Mycoplasma hyopneumoniae dentro do sistema de produção de suínos. Dessa forma, a segregação de partos poderia ser utilizada como alternativa para controlar as infecções por M. hyopneumoniae. O objetivo deste estudo foi avaliar o ef...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Forner, Ricardo Augusto Neves
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/213287
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/213287
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Ordem de parto
Pneumonia enzoótica suína
Lesão pulmonar
Suínos
Abate
Enzootic pneumonia
Gilts
Parity order
Lung lesions
Descripción
Sumario:As leitoas consistem em um grupo de risco na transmissão vertical de Mycoplasma hyopneumoniae dentro do sistema de produção de suínos. Dessa forma, a segregação de partos poderia ser utilizada como alternativa para controlar as infecções por M. hyopneumoniae. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da segregação de partos sobre a dinâmica de infecção de M. hyopneumoniae e a ocorrência e severidade das lesões pulmonares ao abate. Para isso três sistemas de produção de suínos com três sítios cada foram incluídos no estudo. A granja A consistia da unidade onde as leitoas tem o primeiro parto, ou seja, alojava somente de fêmeas de ordem de parto 1 (Granja OP1). Após o primeiro parto as fêmeas OP1 foram transferidas para a granja B (Granja OP2-6), ou seja, consistia de fêmeas de ordem de parto 2 a 6, e a granja C consistiu em uma granja convencional com reposição de leitoas (Granja OP1-6), com fêmeas de ordem de parto 1 a 6. Os leitões nascidos de cada granja foram transferidos e criados em creches e terminações segregadas. As matrizes de todas as granjas do estudo foram amostradas previamente ao parto e os leitões foram amostrados longitudinalmente aos 21, 63, 100 e 140 dias de idade e ao abate. Em todos os momentos de coleta, as amostras foram avaliadas por PCR para detecção de M. hyopneumoniae. As lesões pulmonares foram avaliadas e escores de lesão foram atribuídos ao abate. A prevalência de matrizes positivas para M. hyopneumoniae não diferiu entre as granjas (p > 0,05). A prevalência ao desmame foi maior na granja A (OP1) (p < 0,05). No entanto, dos 100 dias de idade até o abate a prevalência de leitões positivos para M. hyopneumoniae foi maior na granja B (OP2-6) (p < 0,05), onde também se observou maior ocorrência e severidade de lesões pulmonares quando comparada às outras duas granjas (p < 0,05). Apesar de os resultados sugerirem que não exista um benefício da segregação de partos no controle da infecção por M. hyopneumoniae, é possível que a associação da aclimatação de leitoas previamente à entrada nas granjas de destino e o uso da segregação de partos poderia ser vantajosa.