Identificação do nervo facial com fluorescência: estudo experimental em ratos
Introdução: A técnica cirúrgica para a ressecção de neoplasias em glândula parótida, baseada em reparos anatômicos, pouco mudou nestes últimos cento e dois anos. Apesar das melhorias técnicas, os índices de complicações como paralisias e paresias pouco decresceram, oscilando entre 10% a 70% em neopl...
| Author: | |
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| Format: | doctoral thesis |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2015 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) |
| Repository: | Repositório Institucional da UNIFESP |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unifesp.br:11600/46805 |
| Online Access: | https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2955252 http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/46805 |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | Facial nerve Fluorescent dyes Parotid gland Method Procedimentos cirúrgicos operatórios Nervo facial Corantes fluorescentes Glândula parótida Método Modelos animais Neoplasias parotídeas |
| Summary: | Introdução: A técnica cirúrgica para a ressecção de neoplasias em glândula parótida, baseada em reparos anatômicos, pouco mudou nestes últimos cento e dois anos. Apesar das melhorias técnicas, os índices de complicações como paralisias e paresias pouco decresceram, oscilando entre 10% a 70% em neoplasias benignas e malignas. Recentemente iniciou-se a monitoração eletrofisiológica do nervo facial como medida de prevenir estas complicações, diminuindo-se o tempo operatório, sem alterar a incidência de paresias ou paralisias ou o curso de lesão nervosa já iniciada. Nos pacientes onde houve a paralisia de ramos do facial após a cirurgia, mesmo com uso de monitorização, comprovou-se uma evidente queda na qualidade de vida. A correta identificação e preservação intraoperatória do nervo facial e seus ramos aliado à técnica cirúrgica adequada podem prevenir e diminuir estas complicações. Os corantes fluorescentes são estudados desde a década de 80, sendo importante ferramenta de pesquisa como traçadores neuronais, de regeneração e migração celular do neurônio. Os corantes da família das cianinas são utilizados para nervos periféricos em diversas pesquisas experimentais, destes o FastDio destacou-se por ser mais efetivo, com grande difusão e nenhuma toxicidade. Poucos trabalhos investigaram a coloração com fluorescência do nervo facial e nenhum a sua utilização durante a cirurgia de parótida. Objetivo: Avaliar se o método experimental com coloração por fluorescência do nervo facial facilita a visualização e se traz danos ao nervo facial em ratos. Método: Método Experimental com 40 ratos Wistar adultos, machos, randomizados e divididos em 10 ratos controle (Gsem) e 30 ratos com nervo facial corado com fluorescente (Gcor), submetidos à injeção transdérmica facial direita de 0,1ml SF (Gsem) e de 0,1ml de solução do corante FastDiO® (Gcor) sob anestesia. Avaliação prévia da função do nervo facial através da leitura das pontuações do Movimento da Vibrissas (PMV) e do Movimento de Fechamento Palpebral (PFP) por dois observadores cegados. Feita nova leitura randomizada após dois dias e a seguir submetidos a cirurgia sob anestesia: localização do tronco do nervo facial e de seus ramos via retrógrada com ressecção da parótida, cronometrado o tempo (TempoLoc), utilizando microscópio simples e luz polarizada, feito pontuação da localização do nervo facial (PLF). Após anestesia feito nova leitura da função do nervo facial (PMV e PFP) randomizada por observadores independentes. Repetida as leituras nas semanas 1, 2, 3 e 4. Resultados: A localização do nervo facial foi mais rápida no Grupo com Corante Fluorescente (Gcor) (p=0,001). Houve um índice de 83% de PLF Fácil no Grupo Gcor, porém sem diferença estatística (p=0,126). Na avaliação das PLF entre o mesmo grupo existe diferença entre Fácil e Difícil (p<0,001). Tanto a injeção do corante como de SF não afetaram a função do nervo facial. O índice Kappa para os pontuações de PMV e PFP foram 0,98 (ótimo) e 0,71(bom) respectivamente em todos os dias observados. O Gcor apresentou PMV e PFP melhores que o Gsem (p<0,001), havendo variação destas pontuações ao longo do tempo de observação (p<0,001). O período de maior variação ocorreu em D2, em ambos grupos (p<0,001), retornando ao normal em D28. Não houveram paralisias definitivas ou óbitos nos grupos. A sensibilidade do método é de 83%, acurácia de 72%, porém com especificidade de 40%. Conclusões: O método experimental em ratos de coloração com fluorescência do nervo facial permitiu a visualização intraoperatória com diferença estatística em relação aos controles. O método foi eficaz na identificação e preservação do nervo facial e seus ramos, apresentando alta sensibilidade (83%) e acurácia (72%), com especificidade de 40%. Tanto o corante fluorescente como a técnica de injeção padronizada não interferiram na função do nervo facial do rato, podendo ser aplicadas em outros estudos de nervo facial. Não houve nenhuma paralisia definitiva nos ratos examinados. |
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