Análise epidemiológica da mortalidade materna no Brasil

O acesso à saúde de qualidade durante a gestação e o puerpério não são uma realidade vivenciada para a maioria das mulheres no Brasil, em especial nas regiões menos desenvolvidas. Como consequência, a mortalidade materna ainda se enquadra como um problema de saúde grave e negligenciado no país. Trat...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Lima, Camila Rodrigues Pinto, Pinto, Caroline Rodrigues, Bianchet, Kevin Jones, Tavares, Letícia Costa
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Instituto Superior de Educação Vera Cruz (VeraCruz)
Repositorio:Revista Veras
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs2.ojs.brazilianjournals.com.br:article/62185
Acceso en línea:https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/62185
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:mortalidade materna
óbito materno
gestação
parto
puerpério
saúde da mulher
Descripción
Sumario:O acesso à saúde de qualidade durante a gestação e o puerpério não são uma realidade vivenciada para a maioria das mulheres no Brasil, em especial nas regiões menos desenvolvidas. Como consequência, a mortalidade materna ainda se enquadra como um problema de saúde grave e negligenciado no país. Trata-se de um estudo de coorte retrospectiva, com análise das informações dos óbitos maternos fornecidos pela base de dados do Ministério da Saúde (DATASUS) de todas as unidades federativas (UFs) do Brasil e as notificações realizadas entre os anos de 2011 e 2021. Foram identificados 17.416 óbitos no período analisado, sendo as maiores notificações na raça branca (32,70%), na faixa etária entre 30 e 39 anos (41,74%), no nível de escolaridade entre 8-11 anos (39,42%) e na região Sudeste (35,64%). As mortes maternas diretas obtiveram maior número de registros (59,83%) e entre as principais causas foram contemplados os transtornos hipertensivos (19,22%), complicações do trabalho de parto e parto (14,26%) e complicações relacionadas ao puerpério (12,10%). Nota-se que, apesar da subnotificação de óbitos maternos, a prevalência da situação no país é alarmante. Faz-se necessário maior vigilância dos casos, bem como aperfeiçoamento do sistema de informação, visando a redução dos índices de mortalidade materna.