No caminho para a roça havia um mundo: territorialidades e recriações camponesas na comunidade Paraguai, Baixo Jequitinhonha – MG.
A leitura das paisagens rurais do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, revela modificações decorrentes de conflitos ambientais e de processos de cercamento e expropriação territorial de comunidades camponesas. Mas mesmo em um cenário de grandes ameaças e risco de desterritorialização, as dinâmica...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2017 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFRRJ |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:rima.ufrrj.br:20.500.14407/21732 |
| Acceso en línea: | https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/21732 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Sociologia campesinato Território estratégias de recriação camponesa comunidade agroecologia quilombola peasantry territory peasant recreations community agroecology |
| Sumario: | A leitura das paisagens rurais do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, revela modificações decorrentes de conflitos ambientais e de processos de cercamento e expropriação territorial de comunidades camponesas. Mas mesmo em um cenário de grandes ameaças e risco de desterritorialização, as dinâmicas sociais e ecológicas dos grupos camponeses têm sido capazes de engendrar, em contextos específicos, processos dinâmicos e interativos de re-territorialização e de recriação de identidades e formas de vida. Esta dissertação tem por objetivo analisar a experiência coletiva dos moradores e moradoras da comunidade Paraguai, situada na região do Baixo Jequitinhonha, em Minas Gerais, em seu processo de (re)construção como um grupo social. Esta região, historicamente marcada pelas fazendas de criação de gado, pelo trabalho agregado e por um campesinato móvel apresenta, na atualidade, um quadro geral marcado pelo relativo enfraquecimento do mandonismo dos fazendeiros. Ao mesmo tempo, é possível observar a emergência de novas formas de organização e de luta sociais protagonizadas por comunidades, organizações da sociedade civil e movimentos sociais do campo. Em decorrência dos cercamentos, intensificados sobretudo a partir da década de 1970, as famílias da comunidade Paraguai vivem num aperto danado e reconstroem de forma muito dinâmica suas ecologias e espaços de vida. Tal reconstrução mobiliza um conjunto heterogêneo de elementos, revitaliza e ressignifica tradições, ampliando com isso as margens de manobra para a existência social em um contexto marcado por restrições e assimetrias de poder. A reterritorialização e as recriações camponesas nesta comunidade encontram-se fortemente ancoradas no parentesco, na religiosidade e no pertencimento ao lugar. Esse processo mobiliza múltiplas estratégias de manejo agroambiental, práticas relacionadas à conservação e uso sustentável da agrobiodiversidade, de inspiração agroecológica, bem como a valorização da identidade quilombola e a afirmação do direito ancestral ao território. Compreendem também a inserção em redes e articulações sociais em diferentes escalas, o que nos leva a refletir acerca de uma ampliação do próprio sentido de "lugar" e da "comunidade" como espaços de existência. |
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