Epidemias de medo: a febre amarela e o cólera em meados do século XIX na corte

As grandes epidemias de febre amarela em 1849-50 e de cólera em 1855-56 foram consideradas marcos na história da saúde na cidade do Rio de Janeiro. Antes da ocorrência destas epidemias e de suas consequências, já havia discussões sobre a salubridade das ruas, das moradias, das igrejas e dos espaços...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Gomes, Marcus Vinicius Rubim
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)
Repositorio:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:arca.fiocruz.br:icict/64603
Acceso en línea:https://arca.fiocruz.br/handle/icict/64603
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Epidemias
Febre Amarela
História da Saúde
Rio de Janeiro
Epidemics
Yellow Fever
History of Health
Surtos de Doenças
História do Século XIX
03 Saúde e Bem-Estar
Descripción
Sumario:As grandes epidemias de febre amarela em 1849-50 e de cólera em 1855-56 foram consideradas marcos na história da saúde na cidade do Rio de Janeiro. Antes da ocorrência destas epidemias e de suas consequências, já havia discussões sobre a salubridade das ruas, das moradias, das igrejas e dos espaços públicos; entretanto, foi a partir da experiência dos dois flagelos epidêmicos apontados que o discurso tomou maiores proporções e medidas foram, de fato, adotadas. Esta pesquisa tem como objetivo demonstrar quais interpretações foram produzidas sobre as epidemias através da perspectiva do medo, percebendo as particularidades dos dois períodos estudados, assim como as características de cada epidemia. Através da pesquisa nos periódicos, utilizando o recorte temporal de dezembro de 1849 a maio de 1850 e de julho de 1855 a maio de 1856, foi possível perceber o medo da doença e as visões de uma morte inesperada causada por consequência dela. Com isso, a presença destas duas doenças, em forma epidêmica, na cidade, abre espaço para uma investigação acerca dos discursos produzidos na época da comunidade médica, política e leiga. Nestes discursos podemos perceber o impacto social destas doenças e as suas representações de medo, possibilitando a comparação entre os dois momentos em questão.