CLARICE LISPECTOR: A CRIAÇÃO COMO ALEGRIA DIFÍCIL
Este ensaio pretende efetuar uma leitura do quinto romance de Clarice Lispector, A paixão segundo G.H., publicado em 1964, a partir de um diálogo entre literatura e filosofia. Tomamos como ponto de partida as relações entre a literatura clariciana e a filosofia trágica de Friedrich Nietzsche para de...
| Autores: | , |
|---|---|
| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2025 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Uniabeu Centro Universitário (UNIABEU) |
| Repositorio: | E-scrita |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:ojs2.abeu.local:article/4994 |
| Acceso en línea: | https://revista.uniabeu.edu.br/index.php/RE/article/view/4994 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Literatura; Literatura brasileira Clarice Lispector; A paixão segundo G.H.; Alegria difícil. Clarice Lispector |
| Sumario: | Este ensaio pretende efetuar uma leitura do quinto romance de Clarice Lispector, A paixão segundo G.H., publicado em 1964, a partir de um diálogo entre literatura e filosofia. Tomamos como ponto de partida as relações entre a literatura clariciana e a filosofia trágica de Friedrich Nietzsche para demonstramos como, nesse romance, a escritora brasileira constrói um universo relacionado ao pensamento trágico que afirma o corpo, o não-saber e a vida como devir. Não se trata de ler o texto literário como romance filosófico, mas, antes, como texto pensante e também como livro que discute a criação, no seu sentido mais amplo, como possibilidade de alegria. Nesse exercício de leitura, evidenciamos que o romance possui como uma de suas linhas de força a perspectiva de um saber trágico e, em seguida, demonstramos que a noção de alegria difícil/criação constitui outra linha de força, também relacionada ao saber trágico. |
|---|