A guerra justa em Santo Agostinho e seu legado no pensamento cristão

O objetivo da tese é analisar como Santo Agostinho justifica a guerra justa no âmbito da doutrina cristã da ordem e da paz, destacando a relevância de seus argumentos e comparando-os com a tradição filosófica posterior, principalmente Michael Walzer. Pretende-se ver as considerações de Santo Agostin...

Full description

Bibliographic Details
Author: Araújo, Silvalino Ferreira de
Format: doctoral thesis
Status:Published version
Publication Date:2017
Country:Brasil
Institution:Universidade Federal do Tocantins (UFT)
Repository:Repositório Institucional da UFT
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:repositorio.uft.edu.br:11612/904
Online Access:http://hdl.handle.net/11612/904
Access Level:Open access
Keyword:CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA
Guerra Justa
Paz
Política
Igreja
Estado
Fair War
Peace
Politics
Church
State
Description
Summary:O objetivo da tese é analisar como Santo Agostinho justifica a guerra justa no âmbito da doutrina cristã da ordem e da paz, destacando a relevância de seus argumentos e comparando-os com a tradição filosófica posterior, principalmente Michael Walzer. Pretende-se ver as considerações de Santo Agostinho acerca das seguintes questões: dado que os conflitos e guerras são fenômenos constantes nas sociedades humanas, é possível haver uma guerra justa? Como pode ser fundamentado um direito à guerra? É possível encontrar um fundamento moral racional para a guerra ou ela está sempre fundamentada em paixões e interesses, ambições de poder e ideologias religiosas, políticas ou metafísicas? A tese é que para Santo Agostinho a guerra é justa quando feita para assegurar a ordem e a paz conforme a normatividade da cidade de Deus. O que se pretende mostrar é que as razões ―morais‖ (teológicas) apresentadas por Santo Agostinho para justificar a guerra justa tinham também como objetivo atender as estratégias do jogo de poder dentro do mundo cristão com a finalidade de ampliar o poder material, político e espiritual dos representantes da Santa Sé. Além disso, o Estado não tem nada de diabólico, antes pelo contrário, é necessário e útil, como instituição moral capaz de controlar a maldade humana.