Cidadanias de “Papel”:: poder, política e responsabilização social Arquivística

A invisibilidade social dos documentos e dos arquivos constitui-se em uma das maiores  dificuldades da formação de arquivistas tecnicamente competentes,  socialmente comprometidos  e politicamente conscientes do lugar que ocupam nas relações de poder que operacionalizam a...

Full description

Bibliographic Details
Author: Leal da Silva, Flavio
Format: article
Status:Published version
Publication Date:2024
Country:Brasil
Institution:Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict)
Repository:Inclusão Social (Online)
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:ojs.revista.ibict.br:article/6478
Online Access:https://revista.ibict.br/inclusao/article/view/6478
Access Level:Open access
Keyword:ética profissional arquivística
cidadania
política e poder
responsabilização social
Description
Summary:A invisibilidade social dos documentos e dos arquivos constitui-se em uma das maiores  dificuldades da formação de arquivistas tecnicamente competentes,  socialmente comprometidos  e politicamente conscientes do lugar que ocupam nas relações de poder que operacionalizam a partir das atividades técnicas de gestão de documentos administrativos. Para ajudar na superação destas dificuldades, propomos viabilizar leituras mais complexas que, não limitando-se aos parâmetros estritamente disciplinares da Arquivologia,  permitam uma reflexão interdisciplinar consciente como necessária aos diagnósticos e às proposições das   soluções dos problemas técnicos  com os quais se deparem.  Compreendendo que os fenômenos sociais resultam de atores institucionais e interesses diversos, via de regra externos a unidade administrativa na qual atuam, serão capazes de conquistar uma consciência ético-profissional que justifique não apenas um  exercício profissional técnico competente, mas também  uma consciência de que a extensão e  as complexidades das origens dos problemas que enfrentam resultam, assim como as ações para corrigi-los, de dimensões políticas, mais do que das limitações técnicas dos profissionais envolvidos. Assim, conjugando as questões teóricas com as demandas do cotidiano das pessoas por diferentes tipos de documentos, cremos poder contribuir para a conquista de uma consciência que permita aos alunos identificarem-se não apenas como protagonistas de relevância social que os incentivem a investirem numa formação técnica competente e politicamente comprometida, mas que também sejam capazes de criarem alternativas de diálogos com os movimentos sociais, as instituições e as pessoas sobre o  lugar  dos documentos, dos registros, dos arquivos como equipamentos sociais fundamentais, e dos arquivistas  como sujeitos políticos imprescindíveis nas conquistas de uma sociedade mais justa, democrática e humana.