Orgulho e preconceito, Youtube e redes sociais: novas adaptações para novas mídias e espectadores

Adaptar obras literárias é uma atividade bastante antiga, mas, mesmo assim, enfrenta certo preconceito por seu caráter de reconstrução de uma outra obra. Esta tese se propõe a discutir a adaptação, considerando-a uma atividade de recriação e reconstrução da obra de partida. Esses princípios orientar...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Bastos, Juliana Dias
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFBA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufba.br:ri/42223
Acceso en línea:https://repositorio.ufba.br/handle/ri/42223
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES
Webséries
Adaptação
Convergência
Narrativa Transmídia
The Lizzie Bennet Diaries (Websérie)
Literatura - Adaptações
Austen, Jane, 1775-1817 - Orgulho e preconceito
Comunicação de massa e literatura
Websérie
Adaptation
Convergence
Transmedia Storytelling
The Lizzie Bennet Diaries
Descripción
Sumario:Adaptar obras literárias é uma atividade bastante antiga, mas, mesmo assim, enfrenta certo preconceito por seu caráter de reconstrução de uma outra obra. Esta tese se propõe a discutir a adaptação, considerando-a uma atividade de recriação e reconstrução da obra de partida. Esses princípios orientaram a identificação e análise de algumas das escolhas feitas pelos adaptadores do romance Orgulho e Preconceito para a narrativa transmídia da websérie The Lizzie Bennet Diaries, de modo a entender como e por que esta última se tornou atualizada para o espectador do século XXI O corpus consiste das obras Orgulho e Preconceito e da narrativa transmídia da websérie The Lizzie Bennet Diaries, formada pela série principal citada e três outras minisséries: The Lydia Bennet Diaries, Maria of the Lu e Domino: Gigi Darcy. Por fim, os perfis dos personagens da websérie na rede social Twitter também compõem o corpus. São discutidos aspectos do romance e da adaptação por meio do instrumental teórico fornecido pelas teorias da adaptação, concentrando-se em três aspectos: espaço-tempo, temática e gênero/sexualidade, para demonstrar como esta adaptação contemporânea atualiza características da obra de partida. Entendendo que o meio para o qual a websérie é criada, a internet, tem características que contribuem para moldar esta adaptação, teóricos da comunicação agregaram conceitos à tese. Além das teorias da adaptação de Linda Hutcheon (2011), esta análise se baseou em teorias da área de comunicação, como Henry Jenkins (2009), Vicente Gosciola e Andrea Venutti (2012) e Daniela Zanetti (2013), para discutir, respectivamente, a cultura da convergência, a narrativa transmídia e o desenvolvimento da websérie. Por fim, para analisar os eixos espaço-tempo, temática e gênero/sexualidade, autores como Décio Cruz (2016), Edward Said (2011), Susie Steinbach (2004), Shulamith Firestone (1976) e Michel Foucault (2015) também fazem parte do referencial teórico da análise feita nesta tese.