Devolver a eles este grande susto: as escritas dramatúrgicas negras de Jhonny Salaberg enquanto rotas de fuga e utopia ante ao carrego colonial
Nesta dissertação, enquanto dramaturgo e pesquisador negro, tenho como principais objetivos tecer uma análise das estratégias de escrita realizadas por dramaturgas/os negras/os brasileiras/os em seus textos, tendo como foco principal as dramaturgias que compõem a Trilogia da Fuga (Buraquinhos ou o v...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da Udesc |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.udesc.br:UDESC/18098 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/18098 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Teatro negro Teatro (Literatura) - Técnica Teatro brasileiro - História |
| Sumario: | Nesta dissertação, enquanto dramaturgo e pesquisador negro, tenho como principais objetivos tecer uma análise das estratégias de escrita realizadas por dramaturgas/os negras/os brasileiras/os em seus textos, tendo como foco principal as dramaturgias que compõem a Trilogia da Fuga (Buraquinhos ou o vento é inimigo do picumã, Mato Cheio - Fuga Degenerada e Parto Pavilhão) do dramaturgo paulistano Jhonny Salaberg. Nas obras de Salaberg, terei como foco as manifestações do conceitos como a encruzilhada, o tempo espiralar, o aquilombamento, a escrevivência e a oralitura em cada uma das obras dramatúrgicas, que exploram em seu nível temático questões referentes aos processos de genocídio negro brasileiro a partir da escravização. Ainda, irei me debruçar acerca da construção do conceito de dramaturgia negra brasileira, percorrendo instâncias como a autoria, as temáticas, as formas, o público ao qual os textos se destinam e as estratégias de escrita tomadas por cada autora/autor, refletindo criticamente sobre os sintomas do racismo estrutural antinegro, a partir das ideias de Silvio Almeida (2018), presente também nas práticas teatrais e na história do teatro brasileiro, que exclui, marginaliza, estereotipa e minimiza as manifestações e narrativas cênicas criadas por pessoas negras. Para tanto, além de Salaberg, trarei para a roda epistêmica Leda Martins (1995), Evani Tavares (2010), Eduardo Duarte (2010), Marcos Alexandre (2017), Grada Kilomba (2019) e Frantz Fanon (2020), na intenção de promover um diálogo entrecruzado sobre conceitos suleadores da pesquisa tais como o racismo, a negritude, dramaturgia negra, teatro negro, decolonialidade e outridade. |
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