Endometriose: fisiopatologia e manejo terapêutico: Endometriosis: pathophysiology and therapeutic management

A endometriose é definida como a presença anormal de tecido endometrial fora da cavidade uterina, manifestando-se como uma condição inflamatória crônica, benigna, estrogênio-dependente e grande causadora de dor e infertilidade. Essa afecção atinge cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva e afe...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Moreira, Mariana Luiza, Vitório, Luize Lucas Miranda Ribeiro, Mazzarollo, Ana Vitória Scherner, Schiezari, Beatriz Angarani, Souza, Júlia Rosa de, Santos, Carla Rodrigues dos, Carvalho, Natalha Cristina de, Vilaça, Rafael Saldanha
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Instituto Superior de Educação Vera Cruz (VeraCruz)
Repositorio:Revista Veras
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs2.ojs.brazilianjournals.com.br:article/54548
Acceso en línea:https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/54548
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:diagnóstico
Endometriose
etiologia
etiopatogenia
tratamento
Descripción
Sumario:A endometriose é definida como a presença anormal de tecido endometrial fora da cavidade uterina, manifestando-se como uma condição inflamatória crônica, benigna, estrogênio-dependente e grande causadora de dor e infertilidade. Essa afecção atinge cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva e afeta mais de 170 milhões de mulheres no mundo, apresentando seu pico de incidência entre 25 e 45 anos de idade e a sua prevalência aumenta em mulheres com dismenorreia, infertilidade e/ou dor pélvica. Os mecanismos dessa condição não são completamente conhecidos, mas entre eles, coexistem fatores etiológicos, congênitos, ambientais, genéticos, autoimunes, imunológicos e endócrinos. A sintomatologia da endometriose é diversa, porém, destaca-se dor pélvica crônica, dismenorreia e infertilidade. A anamnese e o exame físico dessa patologia revelam queixa principal de dor, em suas mais variadas durações, formas e localidades, sendo primariamente citadas dor pélvica cíclica, dismenorreia, dor periovulatória, dor pélvica crônica não cíclica, dispareunia posicional ou permanente, disquezia e disúria. Os fatores genéticos mais comuns relacionados ao risco de endometriose estão localizados em sequências reguladoras de DNA, que acabam por alterar a regulação da transcrição gênica. A ultrassonografia transvaginal é um exame básico no diagnóstico da endometriose, sendo uma ferramenta investigativa e técnica de imagem de primeira linha em pacientes com suspeita de tal afecção. A tomografia computadorizada não detém papel na avaliação de rotina da endometriose, exceto em poucos e particulares cenários. A laparoscopia com confirmação simultânea no exame histopatológico é o padrão ouro para o diagnóstico. As terapêuticas possíveis são o controle de sintomas, melhora da qualidade de vida das pacientes, manutenção da fertilidade, redução da recorrência e das abordagens cirúrgicas. A abordagem cirúrgica, ainda que não seja a indicação primária, tem extrema valia e o método usado varia conforme a clínica do paciente, sendo a videolaparoscopia o método preferencial de tratamento.