A Expressão Distópica no Cinema de Denys Arcand

A tese tem como objetivo geral a investigação dos processos de ressignificação dos signos distópicos no cinema dirigido por Denys Arcand. Para traduzir a linguagem teórica a respeito desse fenômeno social e artístico em análise fílmica, selecionamos três longa metragens de ficção do diretor: O declí...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Souza, Lucas
Tipo de documento: tese
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2014
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Repositório:Repositório Institucional da UFBA
Idioma:português
OAI Identifier:oai:repositorio.ufba.br:ri/15829
Acesso em linha:http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/15829
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Cinema. Semiótica. Distopia. Crítica Cultural. Pós-modernidade.
Distopia
Denys Arcand
Descrição
Resumo:A tese tem como objetivo geral a investigação dos processos de ressignificação dos signos distópicos no cinema dirigido por Denys Arcand. Para traduzir a linguagem teórica a respeito desse fenômeno social e artístico em análise fílmica, selecionamos três longa metragens de ficção do diretor: O declínio do império americano (1986); As invasões bárbaras (2003); e A era da inocência (2007). As análises semióticas dos filmes sustentar-se-ão com debates acerca de temáticas típicas da pós-modernidade, já que a cultura pós-moderna, segundo Dei (2002), é o rosto desnudo, a manifestação distópica das utopias da modernidade. Para realizar tal objetivo, cada temática específica atuará como eixo integrando à discussão passagens, ações, cenas, diálogos e dramatizações das três tramas fílmicas, que correspondem ao tema abordado em cada capítulo. A inter-relação entre os filmes consiste em reuni-los e articulá-los numa discussão em torno de diferentes eixos temáticos, que representam as preocupações do diretor canadense em uma era antiutópica na qual a globalização gera um impacto sobre a construção das narrativas mais recentes de Arcand. Com o advento da globalização, questões relativas à história local do Canadá (Montréal-Québec) são aludidas sutilmente, mas ficam escamoteadas quando temas ligados aos fenômenos globais ganham maior relevo. Em torno de cada subitem derivado do eixo em questão, circularão, e numa relação de cruzamento comparativo, exemplificações retiradas de cada narrativa no intuito de colocar os filmes de Arcand em cruzamento intratextual, formando um feixe de relações intratextuais que denuncie em conjunto os aspectos distópicos da nova ordem mundial.