Encontro do Panstrongylus lignarius naturalmente infectado por tripanosoma do tipo cruzi e algumas notas sôbre sua biologia (Publicado originalmente em 1949)

O Panstrongylus lignarius (Walker, 1873) é uma espécie de triatomídeo aparentemente rara; na literatura de que dispomos só são mencionados cinco exemplares, três da Guiana Inglêsa, um da Guiana Holandesa e um do município de Abaetetuba, Estado do Pará, Brasil. Nos últimos quatro anos foram recebidos...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Deane, Maria Paumgartten, Damasceno, R. G
Formato: capítulo de livro
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2002
País:Brasil
Recursos:Instituto Evandro Chagas (IEC)
Repositorio:Repositório Digital do Instituto Evandro Chagas (Patuá)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:patua.iec.gov.br:iec/3387
Acesso em linha:https://patua.iec.gov.br/handle/iec/3387
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Trypanosoma / parasitologia
Panstrongylus / patogenicidade
Trypanosoma cruzi / patogenicidade
Triatominae / classificação
Controle Biológico de Vetores
Abaetetuba (PA)
Descrição
Resumo:O Panstrongylus lignarius (Walker, 1873) é uma espécie de triatomídeo aparentemente rara; na literatura de que dispomos só são mencionados cinco exemplares, três da Guiana Inglêsa, um da Guiana Holandesa e um do município de Abaetetuba, Estado do Pará, Brasil. Nos últimos quatro anos foram recebidos e identificados pelos autores, 13 exemplares dessa espécie, capturados no município de João Coêlho (Estrada de Ferro de Bragança) e nos arredores de Belém, ambos no Estado do Pará. Todos os espécimens – seis machos e sete fêmeas – foram capturados em árvores, alguns quando tentavam sugar indivíduos humanos que, sentados em plataformas de madeira, ocupavam-se em capturar mosquitos. Tal fato sugere que essa espécie, em natureza, alimenta-se em animais arborícolas. Um dos exemplares desovou em cativeiro, tendo-se obtido evolução até a fase adulta em um período de 179 dias, tempo correspondente a cêrca de metade do que tem sido observado para outros barbeiros no Sul do País. Os autores atribuem a rapidez da evolução às condições de temperatura e umidade, elevadas e constantes na Amazônia. Dos 11 espécimens apanhados nos arredores de Belém, seis foram examinados e cinco foram positivos para formas evolutivas de um tripanosoma do tipo cruzi. Êste fato foi confirmado por inoculação em animais de laboratório. Julga-se ser esta a primeira vêz que é assinalada a infecção natural do P. lignarius por tripanosoma do tipo cruzi.