Prevalência das estomatites induzidas por inibidores de mTOR em pacientes transplantados renais

Os inibidores do mTOR (imTOR) podem atuar como antineoplásicos ou imunossupressores e apresentam efeitos adversos (EA), incluindo as estomatites orais induzidas pelo imTOR (mIAS), caracterizadas por úlceras rasas, fundo esbranquiçadas/ acinzentadas e halo eritematoso. O objetivo deste estudo foi ava...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Borges, Stephanie Anasenko Correa
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade Santo Amaro (UNISA)
Repositorio:Repositório Digital Unisa da Universidade Santo Amaro
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:dspace.unisa.br:123456789/2787
Acceso en línea:http://dspace.unisa.br/handle/123456789/2787
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Estomatite aftosa
Efeitos colaterais e reações adversas relacionados a medicamentos
Transplante de rim
Descripción
Sumario:Os inibidores do mTOR (imTOR) podem atuar como antineoplásicos ou imunossupressores e apresentam efeitos adversos (EA), incluindo as estomatites orais induzidas pelo imTOR (mIAS), caracterizadas por úlceras rasas, fundo esbranquiçadas/ acinzentadas e halo eritematoso. O objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência de mIAS em pacientes transplantados renais em uso destas medicações. O levantamento por meio do prontuário eletrônico do serviço de transplante renal do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), os dados obtidos foram inseridos no Excel, e foi realizada uma análise descritiva. Foram avaliados 155 prontuários. Entre os pacientes estudados, 42,6% eram do gênero feminino, 57,4% masculino (idade média 54,07 anos), motivo principal da falência renal: hipertensão arterial sistêmica (44,5%) e diabetes (21,3%). As comorbidades e EAs mais frequentes foram as infecções por poliomavirus, citomegalovírus e diabetes. Os imTOR em uso atual/passado foram o everolimo (80,1%) ou sirolimo (19,9%). Lesões orais foram relatadas em 20,5% dos prontuários, entre eles destacamos a candidíase (1,2%); herpes labial (3,2%) e mIAS (14,2%). As localizações mais frequentes de mIAS foram: borda lateral da língua, fundo de sulco, mucosa labial e jugal. Informações disponíveis sobre o tratamento, relatam o uso de corticoides tópicos e fotobiomodulação. As lesões miAS podem ser subdiagnosticadas, na ausência de um profissional de Odontologia na equipe, mesmo assim foi observada uma alta prevalência destas lesões na população estudada.