A concepção de economia solidária em Paul Singer: descompassos, contradições e perspectivas

Pretende-se com esse texto contribuir ao esclarecimento sobre o entendimento e as perspectivas de Paul Israel Singer quanto à Economia Solidária (ES). No Brasil, a ES surge como um movimento social iniciado por volta dos anos de 1980 em torno de práticas cooperativistas provenientes da busca de trab...

Full description

Bibliographic Details
Author: Cornelian, Anderson Ricardo [UNESP]
Format: master thesis
Status:Published version
Publication Date:2006
Country:Brasil
Institution:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repository:Repositório Institucional da UNESP
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/99005
Online Access:http://hdl.handle.net/11449/99005
Access Level:Open access
Keyword:Singer, Paul, 1932-
Economia solidária
Cooperativismo
Solidary economy
Cooperativism
Description
Summary:Pretende-se com esse texto contribuir ao esclarecimento sobre o entendimento e as perspectivas de Paul Israel Singer quanto à Economia Solidária (ES). No Brasil, a ES surge como um movimento social iniciado por volta dos anos de 1980 em torno de práticas cooperativistas provenientes da busca de trabalho e renda por homens e mulheres desempregados - ou ameaçados de desemprego. Singer, que além de ser um dos autores mais importantes e presentes no movimento da ES, também é o atual coordenador da Secretaria Nacional de Economia Solidária no Brasil (SENAES), secretaria esta, fruto da demanda de articulações de vários grupos e órgãos de fomento da ES junto aos Fóruns Sociais Mundiais de 2000 a 2002. Em meio a desencontros e descompassos, Singer afirma de forma pouco convincente que a economia solidária constitui um modo de produção alternativo. Todavia, ao longo de vários textos e artigos, o autor deixa transparecer que tal afirmativa é mais uma aposta utópica, uma possibilidade futura, um desejo político, do que propriamente uma realidade. Ademais, a partir das considerações de Paul Singer, nota-se a fragilidade e a inconsistência do conceito de ES dentro do movimento como um todo e dentro da própria SENAES. Por mais elementos positivos que os empreendimentos ditos solidários possam oferecer - dentre eles a democracia participativa no interior das cooperativas e o fomento à cultura democrática, ao espírito coletivo e à conscientização sobre a exploração capitalista - vemos que tais empreendimentos apenas têm conseguido, quando muito, oferecer 8 trabalho e renda temporariamente aos que deles se ocupam. No mais, a economia solidária é um campo de possibilidades. Talvez esse seja seu maior mérito concreto.