Geocronologia e petrogênese do embasamento ígneo- metamórfico arqueano da vila Tancredo Neves, NE de São Félix do Xingu (PA), Província Mineral de Carajás

Na região de Vila Tancredo Neves, nordeste da cidade de São Félix do Xingu, no Cráton Amazônico, na Província Mineral de Carajás (Brasil), o embasamento Arqueano é deformado regionalmente de fácies Xisto-Verde a Anfibolito, assim como afetado por zonas de cisalhamento dúcteis. Essas rochas são ortog...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: GOUVÊA, Rodrigo César Teixeira de
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2017
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Pará (UFPA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFPA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufpa.br:2011/14790
Acceso en línea:http://repositorio.ufpa.br:8080/jspui/handle/2011/14790
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CNPQ::CIENCIAS EXATAS E DA TERRA::GEOCIENCIAS::GEOLOGIA
Metamorfismo (Geologia) - São Félix do Xingu (PA)
Geologia estratigráfica – Arqueano
Crátons (PA)
GEOCRONOLOGIA E GEOQUÍMICA ISOTÓPICA
GEOQUÍMICA E PETROLOGIA
Descripción
Sumario:Na região de Vila Tancredo Neves, nordeste da cidade de São Félix do Xingu, no Cráton Amazônico, na Província Mineral de Carajás (Brasil), o embasamento Arqueano é deformado regionalmente de fácies Xisto-Verde a Anfibolito, assim como afetado por zonas de cisalhamento dúcteis. Essas rochas são ortognaisses, migmatitos, e granitoides foliados (composicionalmente biotita monzogranitos, biotita granodioritos, leucogranitos potássicos, hornblenda-biotita monzogranitos e biotita trondhjemitos). O metamorfismo regional está relacionado com uma microtectônica que evolui de um comportamento rúptil das fases mais resistentes, associado com fácies xisto-verde, até a segregação de minerais máficos e formação de bandeamento gnáissico, assim como comportamento mais dúctil das fases minerias, associados ao pico da força elástica dos minerais em condições de fácies anfibolito de médio a alto. Localmente essas rochas gradam de protomilonitos a milonitos. Dados geoquímicos mostraram 4 grupos: (G1) trondhjemito, peraluminoso, afinidade tholeítica, magnesiano, pouco fracionado e enriquecido em ETRP, com idades U-Pb de 2841 ± 19 [±20] Ma (MSWD = 0.6). (G2) granitos, metaluminosos, afinidade alkaline a fracamente tholeítica, férrico, com alto Zr, Y, Nd e ETRP, fracionamento intermediário com afinidade com granitos o tipo A. Idade U-Pb de 2745 ± 8 Ma (MSWD=0,62), TDM 3.25 Ga e εNd(t) -4,11. (G3) alto La/Yb (N); (G4) baixo La/Yb (N). G3 e G4: granitos, peraluminosos, cálcio-alcalinos a alcalicálcicos, ferricos, mais fracionados (grande variação de La/Yb e Sr/Y) e assinatura tectônica intermediárias entre anorogenic e fracionado, idade U-Pb de 2854 ± 32 Ma (MSWD=0,074), TDM 3.10-3.37 Ga e εNd(t) negativo entre -0,75 e -5,69. Estes dados sugerem grande conformidade com a assinatura de granitos de Subdomínio Canaã dos Carajás, indicando extração de manto de pelo menos 3,2 Ga, com isótopos Nd sugerindo contribuição de crosta antiga e formação de granitoide intensa em 2,96-2,83 Ga e retrabalhamento em 2,75-2,70 Ga. No entanto, os dados de idade do modelo mostram uma extração mais antiga do manto e um parâmetro negativo εNd(t), sugerindo que esta região está relacionada com os primeiros estágios de evolução deste domínio.