Os processos de inclusão dos alunos com surdocegueira na educação básica
Este trabalho trata dos processos de inclusão dos alunos com surdocegueira congênitos ou adquiridos na tenra idade na Educação Básica. A surdocegueira refere-se à condição do déficit simultâneo da audição e da visão, resultando em uma deficiência singular que ocasiona a privação dos dois sentidos re...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2015 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal da Bahia (UFBA) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFBA |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufba.br:ri/18190 |
| Acceso en línea: | http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/18190 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Educação História de vida Surdocegueira Inclusão History of life Deafblind Education Inclusion |
| Sumario: | Este trabalho trata dos processos de inclusão dos alunos com surdocegueira congênitos ou adquiridos na tenra idade na Educação Básica. A surdocegueira refere-se à condição do déficit simultâneo da audição e da visão, resultando em uma deficiência singular que ocasiona a privação dos dois sentidos responsáveis pela recepção de informações à distância. O estudo teve como objetivo central investigar as narrativas dos processos educacionais de alunos com surdocegueira, relacionando-as com as garantias dos direitos educacionais na Educação Básica. A abordagem do tema foi perspectivada nas experiências das pessoas com surdocegueira, ouvindo a “voz” desses alunos por meio das narrativas da sua história de vida acadêmica. Participaram desse estudo dois alunos com surdocegueira, dos tipos congênita e adquirida na tenra idade, cursando ou já tendo cursado o ensino médio, em escolas de ensino regular, no estado da Bahia. O estudo constituiu-se como uma pesquisa qualitativa, com abordagem do tipo história de vida, buscando nas narrativas, as memórias dos participantes sobre as suas itinerâncias de inclusão educacional. O instrumento de coleta de dados foi a entrevista narrativa, registrada em filme e desencadeada a partir de uma questão geradora. A análise e discussão dos dados foram organizadas considerando a análise de conteúdos. Os resultados revelaram que: os narradores utilizaram formas de comunicação diferentes e eficientes para o processo de inclusão escolar, a libras e comunicação oral. Ambos utilizaram ainda, com fluência, o sistema de leitura e escrita braille; a participação da família como mediadora da comunicação dos participantes foi fundamental, sendo a mesma estimulada precocemente, em ambos os casos; as informações que os pais levaram para as escolas tratavam da especificidade e variedade da surdocegueira dos seus filhos, dados que contribuíram de forma assertiva para a inclusão escolar, ajudando a nortear os trabalhos que foram desenvolvidos com os alunos com surdocegueira, tanto na sala comum como no atendimento educacional especializado; as famílias imprimiram importância a educação de seus filhos com surdocegueira para que seus objetivos fossem alcançados e quando a escola estava preparada para oferecer o tipo de apoio que a família necessitava, estabelecia-se uma parceria, criando um ambiente amistoso e receptivo; sobre a inclusão na educação infantil, os participantes tiveram caminhos diferenciados, um foi matriculado em escola especial e em classe especial e suas interações se deram com crianças com surdez, enquanto que o outro foi matriculado em escola regular e suas interações foram permeadas pela diversidade de alunos; sobre a inclusão no ensino fundamental e médio, para ambos os narradores ocorreu em escolas de ensino regular, pública e privada; quanto ao atendimento educacional especializado, tanto na esfera privada, como na esfera pública, não foram atendidas as reais necessidades dos alunos com surdocegueira. De maneira geral, percebeu-se que os estudantes foram atendidos de forma fragmentada, não havendo articulação entre os professores do ensino o comum e ensino especial. O estudo, então, demonstra, dentre outros aspectos, a urgente necessidade de formação para os profissionais da sala comum e especial tanto na esfera pública como na privada. |
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