A cristologia angelomórfica joanina: uma análise da narrativa da ascensão de Jesus em João 20,11-18
Nossa pesquisa nasceu do desejo de analisar a presença dos anjos no sepulcro e a imagem trans-cendente que eles evocam. Para isso, em primeiro lugar estudamos os seres angelicais que aguardaram a ascensão do Senhor no Evangelho de João. Essa análise demonstrou a forte cone-xão entre a ascensão celes...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2018 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Metodista de São Paulo (METODISTA) |
| Repositorio: | Repositório da METODISTA |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.metodista.br:123456789/503 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.metodista.br/handle/123456789/503 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Angelomorfia Ascensão Cristologia Culto Qumran Angelomorph Angels Christology Ciências Humanas |
| Sumario: | Nossa pesquisa nasceu do desejo de analisar a presença dos anjos no sepulcro e a imagem trans-cendente que eles evocam. Para isso, em primeiro lugar estudamos os seres angelicais que aguardaram a ascensão do Senhor no Evangelho de João. Essa análise demonstrou a forte cone-xão entre a ascensão celestial destinada a humanos no contexto do Mundo Antigo presente na Bíblia Hebraica, Literatura do Período do Segundo Templo e nos Manuscritos do Mar Morto. Dessa forma, analisamos criticamente essas narrativas comparando-as com a cristologia alto-descendente joanina. Em segundo lugar, dialogamos com os termos que revelavam a autoridade da pessoa de Jesus, apresentando como esses termos foram decisivos para indicar sua crescente autoridade e divindade no contexto do judaísmo do primeiro século, frente a outras importantes personalidades do período. Em terceiro lugar, fizemos uma pesquisa exploratória, num processo dialético, comparando os seres angelicais, humanos divinizados, patriarcas e sacerdotes, com a imagem literária de Jesus no Quarto Evangelho. Para tanto, defendemos que o discípulo amado, autor do evangelho, tentou construir a imagem de seu mestre cheia de glória. No final, tentamos interpretar o relato de acordo com a imaginação popular, visto que a literatura fantasmagórica nos ajuda a compreender o relato joanino da aparição de Jesus após sua ressurreição frente a discípulos amedrontados e escondidos que não se espantam com a aparição de seu mestre, mesmo com as portas encerradas. Também tentamos compreender todas as construções literárias que tinham alguma ligação ou que compartilhavam o mesmo campo semântico na obra. Nosso objetivo foi demonstrar que a comunidade joanina entendia a si mesma como o verdadeiro gru-po que recebeu a revelação da mensagem de Cristo e que todas as discussões presentes na obra tentam exaltar ao mestre e desmistificar outras supostas deidades. Em suma, defendemos que o processo teológico de ascensão de Cristo na comunidade, sua cristologia e as relações angelo-mórficas espelharam importantes figuras da História de Israel e, ao mesmo tempo, exaltavam e glorificavam ao mestre através de símbolos presentes no texto, como o Logos, o Templo, o Filho de Deus, entre outros. |
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